Do Brasil ao Senegal: brasileira a serviço da ONU promove direitos dos refugiados

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“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em depoimento ao organismo internacional, ela explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

“Muitas vezes, é desafiador estar longe de família e amigos. Temos que nos reinventar um pouco a cada mudança de cidade ou país”, conta a profissional humanitária, que trabalha no escritório regional do ACNUR para o oeste da África. O organismo desenvolve iniciativas em 15 países.

Em depoimento à agência das Nações Unidas, Thaís lembra o início de sua trajetória, como estagiária do ACNUR no Brasil. A brasileira também explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado. Confira abaixo.

“Meu nome é Thaís e eu trabalho no ACNUR em Dakar, no Senegal. Eu trabalho como oficial de Proteção no escritório regional do ACNUR que cobre todos os 15 países da África Ocidental. Quando eu digo que trabalho na área de Proteção, o que quero dizer é que trabalhamos para garantir que todas as pessoas refugiadas tenham acesso a seus direitos fundamentais e que cada Estado respeite suas obrigações internacionais de garantir um espaço humanitário para aquelas pessoas que fogem de conflitos ou perseguição.

Umas das minhas principais atividades aqui na região é conduzir treinamentos para autoridades que trabalham nas fronteiras, oficiais do governo e trabalhadores humanitários que trabalham em campo. Isso é muito importante para assegurar que os direitos dos refugiados serão observados na prática, que os Estados e a sociedade civil serão capazes de oferecer segurança e dignidade para as pessoas deslocadas.

Eu espero continuar sendo uma trabalhadora humanitária por muito tempo.

No fim da faculdade, tive a oportunidade de realizar um estágio no ACNUR Brasil, uma experiência apaixonante que me ensinou muito sobre os desafios que as pessoas refugiadas enfrentam ao deixarem seus países de origem – e o importante papel que trabalhadores humanitários desempenham na vida dessas pessoas.

Em um momento em que elas perderam tudo o que tinham e precisam de apoio, conseguimos fazer uma diferença positiva nas suas vidas com nossas habilidades, experiência e formação. Isso é muito gratificante.

Muitas vezes, é desafiador estar longe de família e amigos. Temos que nos reinventar um pouco a cada mudança de cidade ou país.

Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena. Quando conseguimos conscientizar atores de governo sobre direitos previstos internacionalmente para pessoas LGBTI, por exemplo, sabemos que isso terá um uma diferença positiva na forma como elas serão tratadas pelas instituições de proteção aos refugiados. Esses são meus melhores dias.”


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