Distúrbios no leste ucraniano podem ‘desestabilizar gravemente’ todo o país, alerta ONU

No último final de semana as tensões aumentaram no leste da Ucrânia, quando Lugansk, Kharkiv e Donetsk e outras cinco cidades da região foram alvo de revoltas.

Manifestantes se enfrentam com policiais em Kiev (Arquivo). Foto: Agência Lusa (via Agência Brasil)

A situação no leste da Ucrânia, se não for tratada como prioridade pela comunidade internacional, corre o sério risco de desestabilizar o resto do país, disse o secretário-geral adjunto para os direitos humanos, Ivan Simonovic, ao Conselho de Segurança da ONU. Ele  também pediu medidas para combater a desinformação e acabar com a incitação ao ódio, discriminação e violência, Simonovic fez um resumo para os membros do Conselho, nesta quarta-feira (16), sobre as duas missões que fez em março ao país.

“Os protestos que começaram na capital, Kiev, e se estenderam pelo resto do país de novembro de 2013 a fevereiro 2014, mostraram um sentimento arraigado de insatisfação no povo da Ucrânia”, disse Simonovic, explicando que a violência das forças de segurança contra os manifestantes pró-europeus em Kiev, em 30 de novembro de 2013, criou indignação e levou à radicalização das manifestações, bem como a confrontos entre os manifestantes e a polícia.

No último final de semana as tensões aumentaram no leste da Ucrânia, quando Lugansk, Kharkiv e Donetsk e outras cinco cidades da região foram alvo de revoltas nas quais vários edifícios governamentais foram invadidos.

Relatos da mídia dizem que há um grande número de tropas russas ao longo da fronteira com a Ucrânia, e, na cidade de Slovyansk, onde a delegacia foi invadida, os manifestantes exigem um referendo semelhante ao realizado na Crimeia.