Distribuição de alimentos na República Centro-Africana enfrenta desafios, diz agência da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou a comunidade internacional a prover assistência ao país africano que vem se recuperando da devastação causada por conflitos neste ano.

O conflito na República Centro-Africana causou danos significativos à produção de alimentos no país. Foto: PMA/Rein Skullerud.

O conflito na República Centro-Africana causou danos significativos à produção de alimentos no país. Foto: PMA/Rein Skullerud.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas está enfrentando desafios de insegurança e de restrições logísticas por conta da chegada da estação chuvosa na República Centro-Africana.

Movimentações significativas de elementos armados e rumores de ataques estratégicos de um grupo de milícia vêm aumentando a insegurança no país e contribuindo no adiamento ou na interrupção de distribuições de alimentos do PMA e de outras organizações.

O PMA vem explorando alternativas e soluções para manter o fluxo de suprimentos alimentícios consistente. Apesar dos obstáculos, a iniciativa distribuiu 4.800 toneladas de alimentos para cerca de 400 mil pessoas em agosto, totalizando 95% do planejamento inicial.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou a comunidade internacional a prover assistência ao país africano – que vem se recuperando da devastação causada pelos conflitos deste ano – nesta segunda-feira (29), durante um evento na sede da Organização sobre o país. A situação de violência provocou cerca de 500 mil deslocados internos, levou outros 483 mil pessoas a cruzarem as fronteiras do país e estima-se que 15 mil ainda estão em situação de risco.

Para proteger os civis e facilitar o processo político, o Conselho de Segurança aprovou em 10 de abril de 2015 a implementação de uma Força de Paz da ONU no país, com o mandato de verificar o acordo de cessar fogo e estabelecer mecanismos de investigação de violações.

Apesar das hostilidades terem cessado, um longo caminho para a reconstrução do país ainda deve ser percorrido. Segundo o secretário-geral, é necessário focar agora em reforçar a gestão e a prestação de contas do financiamento público, mirando especificamente na cobrança de receitas, no controle de gastos, nas contratações públicas e nas práticas de concessão do país.

“Nós temos que nos fazer presentes para o povo da República Centro-Africana. Vamos nos comprometer a manter o curso e ajudá-los a traçar o caminho para a reconstrução, a reconciliação e o Estado de Direito”, acrescentou Ban.