Disparidades no acesso ao tratamento da aids lançam alerta sobre desigualdade e exclusão, afirma UNAIDS

O Diretor Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé, pediu aos países presentes na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU,  que usem os esforços para eliminar esta doença como uma forma de combater a injustiça social. Para ele, as disparidades no acesso ao tratamento da aids em todo o mundo lançam um alerta sobre a necessidade de superar a desigualdade e a exclusão.

“É escandaloso que em 2013, quando temos todas as ferramentas que precisamos para vencer esta epidemia, 1,7 milhão de pessoas ainda morram a cada ano porque não têm acesso ao tratamento”, disse Sidebé, na quinta-feira (28), em Genebra, na Suíça.

A resposta ao aids tem sido e continua sendo um instrumento para atacar a injustiça social, afirmou. “Isso nos levou a fazer diferentes abordagens e incluir os mais marginalizados – trabalhadores do sexo, pessoas que usam drogas, homens que fazem sexo com homens e pessoas transexuais. Eles são nossos irmãos, irmãs, filhos e amigos. Eles também têm direitos humanos.”