Diretora-Geral da UNESCO alerta que suspensão de contribuição dos EUA prejudicará atividades da agência

Irina Bokova busca solução para financiamento. Secretário-Geral da ONU se diz preocupado com reação de Israel à decisão da agência de aceitar a Palestina como Estado-Membro. Brasil é eleito entre novos diretores executivos da UNESCO.

A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lamentou nesta quarta-feira (02/11) a decisão dos Estados Unidos de suspender as contribuições para a agência. A decisão foi tomada após a agência ter admitido a Palestina como novo Estado-Membro. Bokova disse esperar que uma resolução sobre a questão do financiamento seja encontrada, pois sem ela será impossível manter o atual nível de atividades da agência.

“Eu peço à administração, ao Congresso e à população dos Estados Unidos que encontre uma solução e continue apoiando a UNESCO nestes tempos de turbulência”, declarou Bokova. Segundo ela, em um período de crise econômica e transformações sociais, o trabalho da UNESCO foi essencial para promover a estabilidade econômica e os valores democráticos – que ela apontou como sendo de profundo interesse dos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos são um parceiro essencial para o trabalho da UNESCO. A suspensão da contribuição dos EUA (…) vai enfraquecer a efetividade da UNESCO e prejudicar sua capacidade de construir sociedades livres e abertas”, completou.

Enquanto isso, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, demonstrou profunda preocupação com a resposta de Israel à decisão da UNESCO de reconhecer a Palestina como um Estado-Membro. Por meio de um comunicado, Ban disse estar preocupado com “a trajetória dos desenvolvimentos entre Israel e os palestinos e pediu a todas as partes que ajam com responsabilidade e seriedade para a paz”.

Brasil é eleito para quadro executivo da agência

Também nesta quarta-feira delegados que participam da Conferência-Geral da UNESCO elegeram 31 novos membros para o quadro executivo da agência. Os membros são eleitos para um mandato de quatro anos, com base na localização geográfica.

O Brasil está entre os representantes eleitos para a região da América Latina e do Caribe, juntamente com México e Equador. Estes e os outros países se juntarão aos membros eleitos na Conferência de 2009, cujos mandatos terminam em 2013.