Diretora-Geral da OMS refuta conflito de interesses na administração da pandemia do H1N1

A Diretora-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) refutou na última terça-feira (08) contra as acusações de que a agência cedeu à pressão das companhias farmacêuticas em sua manipulação da pandemia H1N1. Um editorial do ‘British Medical Journal’ questionou a objetividade da OMS sobre a gripe, afirmando que especialistas que trabalharam na pandemia já estiveram na folha de pagamento da indústria farmacêutica.

Margaret Chan, Diretora-Geral da Organização Mundial de SaúdeA Diretora-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) refutou na última terça-feira (08) contra as acusações de que a agência cedeu à pressão das companhias farmacêuticas em sua manipulação da pandemia H1N1. Um editorial do British Medical Journal questionou a objetividade da OMS sobre a gripe, afirmando que especialistas que trabalharam na pandemia já estiveram na folha de pagamento da indústria farmacêutica.

Em resposta, a Diretora-Geral da OMS Margaret Chan reconheceu que “os potenciais conflitos de interesse são inerentes a qualquer relação entre uma agência de desenvolvimento normativa e de saúde, como a OMS, e da indústria com fins lucrativos”. Ela observou que a OMS está em processo de elaboração e aplicação de regras mais rigorosas de envolvimento com o setor privado, mas sublinhou que “em nenhum momento, nem por um segundo, os interesses comerciais interferem nas tomadas de decisão”. Segundo Chan, as decisões de elevar o nível de alerta pandêmico foram claramente baseadas tão somente em critérios virológicos e epidemiológicos.

A Diretora-Geral também rebateu alegações de que a OMS teria mudado a definição da pandemia para beneficiar a indústria farmacêutica, ressaltando que o atual plano de preparação – que define as fases de uma pandemia – foi finalizado antes que uma nova cepa do H1N1 estivesse no horizonte. A chefe da OMS afirmou estar levando a sério as críticas dos meios de comunicação levantadas contra a agência. Ela convocou uma “crítica independente e transparente” da avaliação do seu desempenho, lembrando a criação de uma comissão de revisão, que iniciou seus trabalhos em abril.

Chan também refutou a argumentação do editorial de que a OMS teria provocado um “medo injustificado”, enfatizando que “o registro é nada menos que questão de interpretação”. Ao ser anunciado o início da pandemia do H1N1 em junho de 2009, Chan lembrou que fez questão de enfatizar que o número de mortes em todo o mundo era pequeno. “Em cada avaliação da pandemia, a OMS lembrou constantemente o público que a maioria esmagadora dos doentes tiveram sintomas leves e sua recuperação foi rápida e completa, mesmo sem tratamento médico”, disse a Dra. Chan.

Acesse a nota original em inglês.


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