Diretora da UNESCO condena violência contra jornalistas na Síria

“É essencial para o futuro do país e do seu povo que as autoridades respeitem a liberdade de expressão e escutem o que os críticos têm a dizer”, afirmou.

Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova“Tortura e detenção nunca vão convencer o povo da Síria de que [o governo] tem razão”. A mensagem é da Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, em meio a notícias de abusos contra jornalistas.

De acordo com relatos da imprensa, o caricaturista Ali Ferzat foi espancado por homens armados na última quinta-feira (25/08), data em que outro jornalista sírio, o freelance Hanadi Zahlout, completava um mês de prisão.

A agência recomendou que as autoridades respeitem os direitos humanos e, em especial, a liberdade de expressão. “É essencial para o futuro do país e do seu povo que as autoridades respeitem a liberdade de expressão e escutem o que os críticos têm a dizer”, afirmou Bokova.

Cerca de dois mil sírios já foram mortos desde o início dos protestos pró-democracia, há cinco meses. Os ataques “generalizados e sistemáticos” cometidos pelo governo Sírio contra o seu próprio povo podem ser alvo de investigação do Tribunal Penal Internacional.