Diretor-executivo da ONU Meio Ambiente vem ao Brasil para debate sobre 25 anos da Rio-92 e pede proteção da Floresta Amazônica

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As consequências e desdobramentos da Rio-92 e os desafios da Convenção do Clima foram os focos de dois debates promovidos, no dia 12 de junho, pelo governo brasileiro.

Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, durante encontro de especialistas e autoridades na FIRJAN. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, durante encontro de especialistas e autoridades na FIRJAN. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

As consequências e desdobramentos da Rio-92 e os desafios da Convenção do Clima foram os focos de dois debates promovidos, no dia 12 de junho, pelo governo brasileiro.

O primeiro encontro, realizado no Palácio do Planalto, contou com a participação do diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim; do presidente brasileiro Michel Temer; do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho; e de diferentes especialistas e representantes governamentais de organismos internacionais.

Realizada pelos coordenadores das Câmaras Temáticas do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a reunião marcou os 25 anos da Convenção do Clima, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Rio-92.

Em um segundo encontro, realizado no Senado Federal, discutiu-se o legado deixado pela convenção e o papel do Brasil em acompanhar e articular esforços para o cumprimento das metas então estabelecidas.

Para Erik Solheim, o foco dos encontros foi celebrar o enorme sucesso da Eco-92: “A convenção abriu um novo caminho para o mundo, juntando questões ambientais, econômicas e sociais e as enxergando como um movimento único. Senti um certo entusiasmo de que a mensagem da Eco-92 continuará sendo levada adiante”.

O diretor-executivo da ONU Meio Ambiente ressaltou que as discussões também se centraram na necessidade de melhor proteger a Floresta Amazônica: “O Brasil teve um enorme sucesso nessa questão desde 1992, reduzindo cada vez mais o desflorestamento, mas agora nos últimos anos, vemos um leve aumento. No encontro, encorajei fortemente que o presidente Temer dê um fim a esse aumento. Para isso, será preciso que algumas das legislações aprovadas no Congresso sejam vetadas ou alteradas”.

A Rio-92 foi um marco que fixou nas discussões globais a ideia a relação íntima entre os problemas ambientais do planeta e as condições econômicas e problemas de justiça social, reforçando que apenas o equilíbrio entre todas as forças poderia trazer resultados sustentáveis a longo prazo.

Ideia que hoje é a base para a vigente Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Vinte cinco anos depois, o mundo continua trabalhando para combater a mudança do clima e desencadear ações e investimentos para um futuro de baixo carbono, eficiente em recursos, resiliente e sustentável.

Para Solheim, o Brasil, como sede da Rio-92 e depois da Rio+20, é um ator fundamental para as discussões da área: “Não apenas o Brasil é uma nação-chave para todos os assuntos relacionados ao meio ambiente, como é o país com a maior biodiversidade do mundo, abriga uma infinidade de diferentes espécies. Proteger a biodiversidade e a beleza da nação brasileira, não apenas na Floresta Amazônica, mas de todo o resto do país, é crítico para o Brasil e para o mundo”.


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