Diretor do UNIC Rio defende maior participação de mulheres em operações de paz

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, fez no início de dezembro (5) uma palestra sobre operações de paz da ONU no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na capital fluminense. A palestra fez parte do Primeiro Estágio de Operações de Paz para Mulheres, iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o UNIC Rio.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz.

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O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, fez no início de dezembro (5) uma palestra sobre operações de paz da ONU no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na capital fluminense. A palestra fez parte do Primeiro Estágio de Operações de Paz para Mulheres, iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o UNIC Rio.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz.

A palestra englobou as diferenças entre operações tradicionais de manutenção da paz entre dois países e operações robustas em contextos de conflitos entre mais Estados. Também abordou operações de peace enforcement (imposição da paz), atividades de peace building (construção da paz) e especificidades dos capítulos VI, VII e VIII da Carta das Nações Unidas, debatendo seus pontos positivos e negativos.

O público era formado por militares mulheres da Marinha e da Aeronáutica, além de policiais militares do Rio de Janeiro e estudantes da graduação e pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Questionado sobre o que as mulheres poderiam agregar às operações de paz da ONU, Giuliano respondeu que elas podem ter melhor receptividade no diálogo com as populações locais, especialmente líderes comunitárias.

Algumas das participantes disseram que já tinham comprovado isso na prática, nas experiências que tiveram em sua atuação em campo. Segundo elas, líderes comunitárias se mostraram mais dispostas a cooperar com oficiais mulheres, fornecendo informações importantes sobre localização de combatentes, tráfico de armamentos, entre outras.

As participantes também comentaram que esta cooperação é baseada na empatia, ajudando a conciliar os objetivos de segurança da missão e o cumprimento do caráter humanitário do mandato. Segundo elas, a operação é mais efetiva conforme se criam canais sólidos de cooperação entre capacetes-azuis da ONU e membros da comunidade anfitriã.

O diretor do UNIC Rio também comentou sua experiência de trabalho no Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Ele lembrou dificuldades enfrentadas na entrega de assistência humanitária e a necessidade de intensificar esforços para proteção de meninas e mulheres frente à violência e à exploração em ambientes de conflitos violentos como no Mali, onde atuou na chefia de proteção de civis.

Por fim, Giuliano cumprimentou a iniciativa, afirmando que o UNIC Rio está aberto às futuras capacetes-azuis, citando as conversas informais realizadas pelo Centro sobre como trabalhar na ONU e desejando excelente estágio para todas.