Diretor da OMS elogia resolução para acelerar resposta à COVID-19

A Assembleia Mundial da Saúde adotou na terça-feira (19) uma resolução histórica, estabelecendo um roteiro claro das ações necessárias para sustentar e acelerar a resposta à COVID-19 nos níveis nacional e internacional, disse o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em coletiva de imprensa na quarta-feira (20), um dia após a conclusão da reunião.

A resolução recomenda a distribuição justa de todas as tecnologias essenciais de saúde para combater a pandemia, o aproveitamento de tratados internacionais relevantes quando for necessário, a classificação das vacinas da COVID-19 como um bem público e o incentivo a pesquisa e o desenvolvimento entre o setor público e privado.

Parque no Brooklyn, Nova Iorque, marcou círculos para reforçar o distanciamento social durante a pandemia da COVID-19. Foto: Daniel Dickinson/ONU

A Assembleia Mundial da Saúde adotou na terça-feira (19) uma “resolução histórica”, estabelecendo um roteiro claro das ações necessárias para sustentar e acelerar a resposta à COVID-19 nos níveis nacional e internacional, disse o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em coletiva de imprensa na quarta-feira (20), um dia após a conclusão da reunião.

Segundo o diretor geral da OMS, a pandemia ensinou muitas lições, inclusive que “a saúde não é um custo, é um investimento”.

Tedros sinalizou quatro pontos essenciais na Resolução da Assembléia Mundial da Saúde:

– Dar prioridade global para garantir a distribuição justa de todas as tecnologias essenciais de saúde de qualidade necessárias para combater a pandemia.

– Aproveitar tratados internacionais relevantes quando for necessário, incluindo as disposições do acordo TRIPS (tratado da Organização Mundial do Comércio que trata de aspectos dos direitos de propriedade intelectual relacionados ao comércio).

– Classificar as vacinas da COVID-19 como um bem público global para a saúde para pôr fim à pandemia.

– Incentivar a colaboração para promover a pesquisa e o desenvolvimento entre o setor público e privado.

Tedros afirmou que ainda há um longo caminho a percorrer na luta contra a pandemia.

Ele ressaltou que nas últimas 24 horas (entre o dia 19 e 20 de maio), a OMS registrou 106 mil casos. Esse total é o mais alto registrado em um único dia desde o início da pandemia. Apenas quatro países relataram quase dois terços desses casos. O Brasil tem com 7.938 atrás dos Estados Unidos com 45.251 e da Rússia com 9.263. A Arábia Saudita teve 5.102 e a Índia 4.970 notificações.

“Estamos muito preocupados com o crescente número de casos em países de baixa e média renda”, sinalizou o diretor geral da OMS.

Durante a Assembléia Mundial da Saúde, os governos destacaram que seu principal objetivo era suprimir a transmissão de coronavírus, salvar vidas e restaurar meios de subsistência.

Na luta contra a COVID-19, a OMS destaca a importância de garantir que os sistemas de saúde continuem funcionando com todos os serviços essenciais, incluindo a imunização infantil.

Para o diretor-geral da OMS, “viver em um mundo seguro, garantir saúde de qualidade para todos não é apenas a escolha certa; é a escolha inteligente”.