Costa do Marfim deve melhorar condições de vida das pessoas deslocadas, diz Relator Independente da ONU

Na opinião de Chaloka Beyani, especialista em direitos humanos, “as necessidades das Pessoas Deslocadas Internamente continuam a ser atrozes”.

Relator Especial para os direitos humanos de pessoas deslocadas internamente, Chaloka Beyani(ONU/Jean-Marc Ferré)Pessoas Deslocadas Internamente (PDI) na Costa do Marfim precisam de soluções duradouras baseadas nos direitos humanos para capacitá-las a reconstruir suas vidas, disse hoje (31) o Relator Especial para os Direitos Humanos de Pessoas Deslocadas Internamente, Chaloka Beyani, depois de uma visita de nove dias ao país. “As necessidades das PDI continuam a ser atrozes”.

“Muitas PDI retornaram para suas áreas de origem ou foram integradas localmente às comunidades acolhedoras que, elas próprias, lutam e têm pouco ou nenhum recurso para recebê-las”. Para Beyani, o Governo avançou no restabelecimento da lei e da ordem e n ajuda do retorno das PDI para suas casas, mas ainda precisa fornecer proteção e assistência continuada, incluindo oportunidades de subsistência.

“PDI têm recorrido a viver em áreas precárias de assentamentos informais urbanos, inclusive em Abidjan, onde elas podem estar sujeitas a expulsão”, disse o Relator Especial. “É fundamental que elas sejam apoiadas na reconstrução de suas vidas, encontrando soluções sustentáveis em seus locais de retorno, na integração local ou no reassentamento, e participando no processo de reconciliação”, completa.