Diplomata turco é eleito presidente da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU

O diplomata turco Volkan Bozkir foi eleito presidente da próxima sessão da Assembleia Geral da ONU em uma votação realizada na quarta-feira (17).

Usando máscaras faciais e praticando distanciamento físico, embaixadores de 192 Estados-membros da ONU entraram no icônico, mas vazio, salão da Assembleia Geral para votar em horários pré-determinados: uma camada adicional de proteção na era da COVID-19.

O diplomata turco Volkan Bozkir foi eleito presidente da próxima sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: Wikimedia Commons/VOA Turkish (VOA)

O diplomata turco Volkan Bozkir foi eleito presidente da próxima sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: Wikimedia Commons/VOA Turkish (VOA)

O diplomata turco Volkan Bozkir foi eleito presidente da próxima sessão da Assembleia Geral da ONU em uma votação realizada na quarta-feira (17).

Usando máscaras faciais e praticando distanciamento físico, embaixadores de 192 Estados-membros da ONU entraram no icônico, mas vazio, salão da Assembleia Geral para votar em horários pré-determinados: uma camada adicional de proteção na era da COVID-19.

“Desde o início da pandemia de COVID-19, todos nós tivemos que trabalhar sob condições extraordinárias para superar a miríade de desafios que enfrentamos”, disse o atual presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, antes das eleições.

“De fato”, ele acrescentou, “(eles) representam nosso compromisso comum de garantir a continuação ininterrupta do importante trabalho das Nações Unidas, de acordo com os valores e princípios da Carta da ONU”.

Mudanças no Conselho de Segurança e no ECOSOC

Bozkir, um veterano parlamentar e diplomata, presidirá a 75ª sessão histórica da Assembleia Geral da ONU, que será inaugurada em setembro. Ele era o único candidato ao cargo.

Os embaixadores também votaram em cinco novos países para ingressar no Conselho de Segurança da ONU como membros não permanentes.

O Conselho é composto por cinco membros permanentes – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – e dez membros não permanentes, que atuam por períodos de dois anos.

Enquanto três países disputavam dois assentos alocados aos Estados da África e Ásia-Pacífico, apenas a Índia foi confirmada. Djibuti e Quênia enfrentaram uma segunda rodada de votação, realizada nesta quinta-feira (18).

Ao final da votação, o Quênia, tendo obtido a maioria necessária de dois terços dos Estados-membros presentes e votantes e o maior número de votos, foi eleito membro do Conselho de Segurança por um mandato de dois anos, com início em 1 de janeiro de 2021.

Uma corrida semelhante ocorreu no grupo da Europa Ocidental e outros Estados, onde o Canadá não obteve a maioria necessária de dois terços, ou 128 votos.

A Noruega e a Irlanda iniciarão seus mandatos a partir de janeiro, assim como o México, representante da região da América Latina e Caribe.

Dezoito países também ocuparão vagas no Conselho Econômico e Social (ECOSOC), outro dos seis principais órgãos da ONU.

São eles: Argentina, Áustria, Bolívia, Bulgária, França, Alemanha, Guatemala, Indonésia, Japão, Libéria, Líbia, Madagascar, México, Nigéria, Portugal, Ilhas Salomão, Reino Unido e Zimbábue.

Preparação para setembro

Embora a Assembleia Geral deste ano caia durante o 75º aniversário da ONU, a pandemia aumenta seu significado histórico e a necessidade de manter medidas de proteção.

Estão em andamento planos para a semana anual de alto nível, em que os chefes de Estado se dirigem ao mundo a partir da tribuna no Salão da Assembleia Geral.

Muhammad-Bande, o atual presidente, escreveu aos Estados-membros sobre um cenário que prevê seu sucessor e o secretário-geral da ONU, António Guterres, presentes no Salão para a abertura oficial, enquanto os líderes mundiais fariam seus discursos por meio de vídeos pré-gravados.

As delegações têm até o meio-dia da sexta-feira (19) para enviar seus comentários.