Diplomata nigeriano é eleito novo presidente da Assembleia Geral da ONU

O alcance global das Nações Unidas as torna “a melhor esperança do mundo para a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e a promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social”, disse o diplomata nigeriano que será o próximo presidente da Assembleia Geral da ONU.

Tijjani Muhammad-Bande, atual representante-permanente da Nigéria na ONU, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (4) em Nova Iorque para dirigir a Assembleia Geral, sucedendo a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

“Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão constituirão uma grande prioridade da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Embaixador Tijjani Mohammad Bande, eleito presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em foto de dezembro de 2018. Foto: ONU/Rick Bajornas

O alcance global das Nações Unidas as torna “a melhor esperança do mundo para a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e a promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social”, disse o diplomata nigeriano que será o próximo presidente da Assembleia Geral da ONU.

Tijjani Muhammad-Bande, atual representante-permanente da Nigéria na ONU, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (4) em Nova Iorque para dirigir a Assembleia Geral, sucedendo a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

“Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão constituirão uma grande prioridade da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Quando assumir o cargo na abertura da 74ª sessão, em setembro, Muhammad-Bande disse que se comprometerá em “promover parcerias necessárias de todas as partes interessadas para atingir nossos objetivos e, finalmente, garantir que façamos o nosso melhor para garantir paz e prosperidade, particularmente para os mais vulneráveis”.

Muhammad-Bande falou sobre vários eventos que ocorrerão em setembro na sede da ONU em Nova Iorque para apoiar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, incluindo um Fórum Político de Alto Nível, a Cúpula sobre Mudança Climática, o Diálogo de Alto Nível sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, a Reunião de Alto Nível sobre a Cobertura Universal de Saúde, bem como a reunião de alto nível para analisar o progresso alcançado no atendimento das prioridades dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês).

“A promoção dos direitos humanos e o empoderamento das mulheres e dos jovens merecem atenção especial, e eu serei dedicado à promoção da paridade de gênero em todo o Sistema ONU, começando pelo meu próprio escritório”, disse o presidente eleito.

Observando que o 75º aniversário da fundação da ONU seria comemorado durante seu mandato, ele chamou de “uma oportunidade única para reduzir o déficit de confiança entre as nações”.

“Para alcançar as visões de nossos pais fundadores, devemos garantir que a indiferença e o cinismo não se insinuem em nossa Organização”, afirmou, completando que a Assembleia de 193 países “deve desempenhar seu papel de reduzir as lacunas e promover a ação coletiva”.

Ele também destacou que os esforços devem ser mantidos para fortalecer a relação entre Assembleia Geral, Conselho de Segurança e Conselho Econômico e Social (ECOSOC).

“Vou contar com o apoio e a solidariedade de todos os Estados-membros, bem como do Secretariado”, afirmou, dizendo que usaria as ferramentas de advocacia do seu gabinete para promover abordagens multilaterais para “soluções viáveis” para questões prementes. “Trabalharei com os Estados-membros para simplificar o nosso trabalho e melhorar a forma como negociamos na ONU”, acrescentou.

Observando o crescente número de eventos, que podem pôr em risco o diálogo genuíno e as delegações que se ampliam demais, assegurou: “trabalharei com todos vocês em soluções apropriadas, pois acredito que devemos tornar a ONU mais eficiente, eficaz e responsável perante as pessoas que servimos”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cumprimentou Muhammad-Bande e observou algumas das “muitas qualificações importantes e admiráveis” que ele traz para o escritório.

Ele citou o mandato do presidente eleito como embaixador da ONU na Nigéria; seu conhecimento em ciência política e administração pública; e os “insights inestimáveis” que ele tem dado sobre os desafios da África e assuntos mundiais em geral, particularmente em relação ao trabalho de paz e segurança da Organização, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.

O chefe da ONU disse que “enquanto nos preparamos para comemorar o 75º aniversário das Nações Unidas”, ele espera usar a ocasião “para reafirmar o valor da cooperação internacional e a visão da Carta”.

Guterres também elogiou a atual presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, por seu “trabalho extraordinário”, dizendo ser “muito grato por seu apoio à reforma das Nações Unidas e à sua administração geral deste órgão”.

O secretário-geral da ONU concluiu sua mensagem oferecendo ao presidente eleito seu apoio “enquanto nos esforçamos para alcançar e manter nossos objetivos compartilhados e valores universais”.


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