Em Brasília, Dilma e diretora executiva da ONU Mulheres abordam ações de empoderamento das mulheres

Phumzile Mlambo-Ngcuka afirmou que Brasil tem mostrado protagonismo nas políticas de combate à violência contra a mulher. Representante também destacou a nomeação do país para a presidência da próxima edição da Comissão sobre a Situação das Mulheres, que acontecerá em março na sede da ONU.

Presidenta Dilma recebeu a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma recebeu a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, na quarta-feira (18), a subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. Durante o encontro, as duas discutiram sobre a participação do Brasil na 60ª sessão das Nações Unidas sobre a Situação das Mulheres, que ocorrerá em março do ano que vem em Nova York.

O Brasil presidirá a próxima edição da Comissão sobre a Situação das Mulheres, CSW na sigla em inglês. O objetivo das discussões é fomentar a agenda sobre igualdade de gênero. “A partir dessa posição, o país estará em condições de influenciar todos os países do mundo de modo a fomentar a agenda das mulheres, particularmente a Agenda de Desenvolvimento 2030 e o componente gênero ou mulheres”, afirmou a diretora.

Para Mlambo-Ngcuka, o Brasil tem mostrado protagonismo nas políticas de combate à violência contra a mulher. Durante a conversa, a presidenta e a representante da ONU também discutiram propostas para a atuação do novo Banco dos Brics, que deverá iniciar suas operações em 2016. “Discutimos como podemos obter apoio em relação a garantir que o Banco dos Brics considere as mulheres em suas práticas de concessão de crédito e em suas operações”, afirmou.

Na ocasião, a chefe do governo também mostrou seu apoio à iniciativa “Tornar o mundo laranja pelo fim da violência contra as mulheres, que iluminou prédios públicos no mundo, começando pela capital brasileira. A iniciativa da ONU Mulheres se insere nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e conta com o apoio de outros 70 países. A cor laranja evoca a solidariedade às mulheres e meninas vítimas de violência e a energia necessária para que superem as situações violentas e recebam o apoio necessário em sua trajetória libertadora.