Diálogos sírios terminam com ‘certo progresso’ e podem retomar em junho, diz negociador da ONU

Os diálogos facilitados pelas Nações Unidas para auxiliar a resolução do conflito na Síria foram “menos retóricos” em todos os lados segundo o mediador da ONU, Staffan de Mistura, que afirmou estar satisfeito com certo progresso alcançado.

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura. Foto: ONU/Violaine Martin

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura. Foto: ONU/Violaine Martin

Os diálogos facilitados pelas Nações Unidas para auxiliar a resolução do conflito na Síria foram “menos retóricos” em todos os lados segundo o mediador da ONU, Staffan de Mistura, que afirmou estar satisfeito com certo progresso alcançado.

Em conversa com jornalistas na sexta-feira (19), depois de se reunir com delegações do governo sírio e da oposição, bem como representantes da Rússia e dos Estados Unidos, o enviado especial da ONU afirmou que procuraria realizar outros encontros entre as partes do conflito em meados de junho.

De Mistura ressaltou que o propósito dessa breve rodada foi abordar “questões constitucionais e legais” que possam fornecer uma forte base para qualquer processo político negociado futuramente. O mecanismo utilizado para isso foi uma série de reuniões de alto nível em Genebra destinadas a complementar os diálogos já existentes.

“Mas, somente o povo sírio – e não a ONU – seria responsável por escrever sua própria constituição”, ele insistiu. “Nós não planejamos ou visamos elaborar uma nova constituição para a Síria, isso deve ser feito pelos sírios. Estamos tentando, e pretendemos seguir tentando, lançar as bases para que os sírios façam exatamente isso, uma solução política global no contexto resolução 2254 [do Conselho de Segurança da ONU].”

A 2254 é a primeira resolução voltada exclusivamente à obtenção de uma solução para o conflito armado na Síria, promovendo negociações formais com o intuito de dar início a uma transição política.

Assim como uma nova constituição para a Síria, o processo de facilitação da ONU mantém foco em outros três objetivos centrais: eleições livres e justas, combate ao terrorismo e governança.