Diálogo é recurso mais precioso de nossa época, diz Guterres no Fórum de Doha

Após duas semanas de diálogos globais entre as Nações Unidas e seus Estados-membros, por meio de governos e representantes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou em Doha, capital do Qatar, a importância de cooperação internacional frente aos “enormes desafios” de nossos tempos, encerrando no domingo (16) os trabalhos do Fórum de Doha.

No fim de semana, líderes no Fórum de Doha discutiram alianças internacionais e tópicos envolvendo terrorismo, tecnologia cibernética, mídia, entre outros temas.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Após duas semanas de diálogos globais entre as Nações Unidas e seus Estados-membros, por meio de governos e representantes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou em Doha, capital do Qatar, a importância de cooperação internacional frente aos “enormes desafios” de nossos tempos, encerrando no domingo (16) os trabalhos do Fórum de Doha.

Recapitulando sua participação recente na adoção bem-sucedida em Marrakesh do Pacto Global sobre Migração, no acordo sobre formas de atingir as metas do Acordo de Paris para o clima; e nos avanços das conversas de paz no Iêmen, Guterres disse que “cada um destes (casos) destaca uma realidade essencial do mundo de hoje”.

“Para simplificar: enfrentamos desafios enormes que não podem ser solucionados por qualquer país por conta própria”, disse a participantes na conclusão do encontro de dois dias.

No fim de semana, líderes no Fórum de Doha discutiram alianças internacionais e tópicos envolvendo terrorismo, tecnologia cibernética, mídia, entre outros temas.

Paralelamente ao fórum, os chefes do Escritório de Contraterrorismo das Nações Unidas (UNOCT) e do Estado do Qatar assinaram juntos um Acordo de Contribuição, no qual o Qatar concordou em apoiar a implementação da estratégia de contraterrorismo do UNOCT.

A contribuição de 75 milhões de dólares do Qatar, que será feita durante um período de cinco anos, inclui apoio para fortalecimento da estratégia de contraterrorismo do Escritório, apoio a esforços para ajudar vítimas de terrorismo e para impedir extremismos violentos.

O compromisso é um dos diversos novos acordos assinados entre o Qatar e a ONU no domingo, disse Guterres durante briefing a jornalistas. O secretário-geral da ONU elogiou tais medidas como um “salto quântico” na relação Qatar-ONU.

“Talvez o recurso mais precioso – e cada vez mais escasso – em nosso mundo hoje em dia seja o diálogo”, disse Guterres, acrescentando que mais trocas como as que aconteceram no Fórum são necessárias, mas que diminuição de confiança está paralisando as conversas.

Em discurso, Guterres afirmou que plataformas como o Fórum de Doha, que nutrem as trocas de ideias, estão faltando em número, mas são vitais. “Como disse na Assembleia Geral da ONU, nosso mundo está sofrendo de um caso grave de transtorno de déficit de confiança”.

“O mundo está mais conectado, ainda assim, sociedades estão se tornando mais fragmentadas”, afirmou.

O dever da ONU em conflitos é de ser “um mediador honesto” e um “elemento imparcial”, explicou Guterres a alunos da Universidade Hamad Bin Khalifa como parte de sua visita a Doha.

A Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável estabelece metas ambiciosas para que Estados-membros ataquem os desafios complexos de nossos tempos. O chefe da ONU chamou a Agenda de “plano” para o papel importante da globalização justa.

Dando foco às mudanças climáticas, Guterres afirmou que este desafio é uma batalha para o futuro e que, “neste conflito, a natureza não negocia”. Para nossa vantagem, segundo Guterres, tecnologias em ascensão podem nos ajudar a superar os problemas, desde que desenvolvimentos sejam monitorados.

Para garantir que o “ritmo e promessa” da tecnologia sejam responsavelmente maximizados, ele pediu investimentos em educação, uma nova geração de apoio às pessoas que lutam para se adaptar e exaltou a necessidade de mobilização coletiva para garantir que a tecnologia seja “uma força para o bem”.


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