Dia Mundial da Tolerância: Ban Ki-moon pede a líderes mundiais que protejam pessoas de perseguições

“Nós vivemos em uma era de uma violência extremista crescente, radicalismo e ampliação de conflitos que caracterizam um desprezo pela vida humana”, disse o secretário-geral da ONU.

Crianças de Cidade do Cabo, na África do Sul na década de 1980, quando o casamento inter-racial era ilegal no país. Foto: ONU

Crianças de Cidade do Cabo, na África do Sul na década de 1980, quando o casamento inter-racial era ilegal no país. Foto: ONU

No Dia Mundial da Tolerância, marcado anualmente em 16 de novembro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos líderes mundiais para que protejam as pessoas de perseguições e promovam a tolerância nacional, religiosa, linguística, racial, sexual ou entre “qualquer outra distinção que obscureça a nossa humanidade comum”.

“Nós vivemos em uma era de uma violência extremista crescente, radicalismo e ampliação de conflitos que caracterizam um desprezo pela vida humana”, disse Ban em sua mensagem para o dia, acrescentando que “hoje há mais pessoas deslocadas por conta de conflitos do que durante a 2ª Guerra Mundial”.

“Vidas inocentes estão sendo perdidas em confrontos sem sentido em todo o mundo. As vítimas mais jovens são privadas de suas infâncias, recrutadas e abusadas, ou até mesmo sequestradas simplesmente por querer ter acesso a educação”, continuou.

“Peço a todos os povos e governos que combatam ativamente o medo, o ódio e o extremismo com diálogo, compreensão e respeito mútuo. Vamos avançar contra as forças da divisão e nos unir em prol do nosso futuro comum”, pediu o chefe da ONU.

Segundo a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, a tolerância é um principio que está sob ameaça justamente quando é “mais relevante”.

“A diversidade cultural está sendo alvo de grupos extremistas que procuram impor sua visão sectária ao mundo, e as minorias estão sendo perseguidas, sendo vítimas de tentativas de limpeza cultural”, disse ela.

Bokova também ressaltou a importância do Prêmio UNESCO-Madanjeet Singh para a Promoção da Tolerância e da Não Violência. Este ano os ganhadores do prêmio foram dois ativistas de direitos humanos – Ibrahim Ag Idbaltanat (Mali) e Francisco Javier Estévez Valencia (Chile).