Dia Internacional da Mulher, por Babatunde Osotimehin

‘As mulheres e as garotas que são vítimas de maus-tratos podem sofrer transtornos psicológicos e serem rejeitadas por suas famílias e suas comunidades, e podem ter negadas suas oportunidades de atenção à saúde e de autossuficiência econômica.’

Mensagem do Diretor Executivo do UNFPA, Dr. Babatunde Osotimehin, para o Dia Internacional da Mulher – 8 de março de 2013.

Diretor Executivo do UNFPA, Dr. Babatunde Osotimehin

Na ocasião do Dia Internacional da Mulher, aproveito a oportunidade para renovar o compromisso do UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, em ampliar e intensificar nossas ações e fazer todo o possível para por fim à violência de gênero. A violência de gênero segue sendo uma grave preocupação em matéria de saúde e de direitos humanos e nenhum desenvolvimento humano poderá ser alcançado enquanto mulheres e garotas continuem sofrendo violências ou vivendo com medo de sofrê-las.

O Dia Internacional da Mulher coincide este ano com a reunião da Comissão da Condição Jurídica e Social da Mulher, que ocorre na Sede das Nações Unidas em Nova York; este ano a reunião tem como foco o tema prioritário da eliminação de todas as formas de violência contra a mulher.

Em todo o mundo, existem milhares de mulheres e garotas submetidas a múltiplas formas de violência, entre elas o estupro, a violência cometida pelo parceiro, a mutilação genital feminina, o matrimônio precoce e os atos de violência sexual cometidos durante conflitos armados e crises humanitárias.

As mulheres e as garotas que são vítimas de maus-tratos podem sofrer transtornos psicológicos e serem rejeitadas por suas famílias e suas comunidades, e podem ter negadas suas oportunidades de atenção à saúde e de autossuficiência econômica. Além disso, existem consequências físicas diretas. A violência sexual pode resultar em gravidezes não desejadas, abortos inseguros, casos de fístula traumática e infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, e cada uma dessas consequências pode ser fatal. Como membros da comunidade global, temos a obrigação de assegurar que seja colocado um fim à essas infrações aos direitos humanos.

Com base no trabalho da Comissão da Condição Jurídica e Social da Mulher, é preciso que colaboremos para alcançar um consenso internacional que nos aproxime do objetivo de proteger as mulheres e garotas, livrando-as da violência e da ameaça de violência. Essa é a nossa oportunidade de alcançar um impacto positivo nas vidas de milhões. Não podemos perder esta oportunidade.