Dia Internacional Contra Homofobia é lembrado na ONU

No dia 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a décima edição da Classificação Internacional de Doenças (OMS), estabelecendo que a orientação sexual (heterossexual, bissexual ou homossexual) não seria mais considerada um desvio comportamental. Desde então, o dia 17 de maio é utilizado para marcar o Dia Internacional Contra a Homofobia. Acabar com essas leis punitivas e com a discriminação é umas das 10 prioridades do UNAIDS.

Bandeira arco-íris usada pelo movimento LGBT. Foto: UNAIDSNo dia 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a décima edição da Classificação Internacional de Doenças (OMS), estabelecendo que a orientação sexual (heterossexual, bissexual ou homossexual) não seria mais considerada um desvio comportamental. Desde então, o dia 17 de maio é utilizado para marcar o Dia Internacional Contra a Homofobia.

Discursando na ocasião, o Diretor Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé, falou sobre a necessidade urgente de todos os governos darem passos em direção à eliminação do preconceito e da discriminação que a população gay tem de enfrentar. Sidibé afirmou também que é preciso criar um ambiente social e legal que garanta o respeito pelos direitos humanos e disponibilize acesso universal à prevenção e ao tratamento da AIDS. A homofobia é considerada um dos principais obstáculos para a implantação de estratégias de prevenção contra a doença.

Dos 192 países membros das Nações Unidas, 85 ainda hoje possuem leis que criminalizam o comportamento homossexual – em alguns, inclusive, a condenação pode levar à pena de morte. Acabar com essas leis punitivas e com a discriminação é umas das 10 prioridades do UNAIDS. Em evento sediado em Genebra, o UNAIDS exibiu um curta-metragem sobre a homofobia e seu impacto na população da Jamaica, entitulado “A Deadly Cycle” (Um Ciclo Mortal, em tradução livre), além do documentário “Translatina”, que oferece uma visão realista dos desafios enfrentados pelos transexuais da América Latina na busca pelo acesso à educação, trabalho, justiça, seguro-saúde e outros serviços. Também ocorreram debates com Ashok Row Kavi, ativista dos direitos LGBT, e Gottfried Hirnschall, diretor de HIV/Aids da Organização OMS, entre outros.

Acesse, em inglês, a mensagem em vídeo do Diretor Executivo do UNAIDS sobre o tema. Saiba mais clicando aqui (em inglês).