Desnutrição afeta gravemente crianças refugiadas da Somália, alerta ONU

Segundo agência da ONU para refugiados, mais de 50% das crianças somalis que chegam à Etiópia e entre 30% e 40% das que chegam ao Quênia estão gravemente desnutridas.

Criança somali desnutridaO Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) demonstrou preocupação nesta terça-feira (05/07) com as altas taxas de desnutrição entre os refugiados da Somália, que continuam imigrando para países vizinhos devido à seca e à violência contínua. Segundo a agência, mais de 50% das crianças somalis que chegam à Etiópia e entre 30% e 40% das que chegam ao Quênia estão gravemente desnutridas.

“Saber que crianças estão morrendo durante a jornada para a segurança parte nossos corações”, disse o Alto Comissário António Guterres, que está agendado para visitar as áreas de fronteira, bem como os acampamentos de refugiados no final da semana. “Isto está se transformando, de uma das piores crises humanitárias em uma tragédia de proporções inimagináveis”, ele acrescentou.

Estima-se que atualmente um quarto da população da Somália esteja internamente deslocada ou vivendo em outros países como refugiados. O atual conflito no país dificulta – ou impossibilita – que as agências de ajuda alcancem estas pessoas para oferecer assistência.

O ACNUR está deve levar 1.000 toneladas de itens de ajuda ainda hoje (05) em aviões, enquanto um comboio de 20 caminhões carregados de ajuda devem chegar à capital etíope, Addis Ababa, na quinta-feira (07/07). A agência também deve lançar um apelo que cubra alimentos, abrigo, serviços de saúde e outros suprimentos de ajuda para salvar vidas.

“As necessidades são urgentes e massivas”, disse a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, a repórteres em Genebra (Suíça). “Diante desta situação urgente, o ACNUR pede não só aos governos, mas também aos doadores individuais e ao setor privado que apoiem imediatamente nossas operações para salvar vidas na Etiópia e no Quênia”, completou.