Desigualdade na América Latina e no Caribe é a maior do mundo, diz PNUD

Dez dos 15 países mais desiguais do mundo estão na região, de acordo com o relatório, que aponta a necessidade de políticas sociais que abordem o problema da desigualdade na região.

Diretor Regional do PNUD, Heraldo Muñoz. Foto: ONUPopulações da América Latina e do Caribe têm os níveis mais altos de diferenças de riqueza e renda do mundo. A informação está no último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que aponta a necessidade de políticas sociais que abordem o problema da desigualdade na região.

“Essa desigualdade é persistente, tende a eternizar-se em áreas onde a mobilidade social é baixa e representa um obstáculo ao progresso no desenvolvimento humano”, afirmou o PNUD em seu primeiro Relatório de Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe, intitulado Agindo para o Futuro: Quebrando o Ciclo de Desigualdade entre Gerações.

Dez dos 15 países mais desiguais do mundo estão na região, de acordo com o relatório, que foi lançado na última sexta-feira. A conclusão é que é possível reduzir a desigualdade através de políticas públicas que tirem a região da armadilha da desigualdade.

As políticas devem ter um impacto sobre as pessoas, diminuir as restrições que perpetuam a pobreza e a desigualdade, e capacitar as pessoas a sentirem que estão no comando dos destinos do seu desenvolvimento, de acordo com o relatório.

“O relatório reafirma a importância crucial da luta contra a pobreza, embora indique que é necessário ir mais longe”, disse o Diretor Regional do PNUD, Heraldo Muñoz. “A desigualdade impede o progresso na área do desenvolvimento humano, e os esforços para reduzir a desigualdade devem ser explicitamente integrados à agenda pública”, afirmou

Para o PNUD, a igualdade “é essencial para garantir as liberdades significativas, isto é, dar as pessoas opções de vida dignas, para que elas possam fazer escolhas autônomas”.