Desenvolvimento agrícola é central no combate à migração forçada e pobreza no Mediterrâneo, diz FAO

Para lidar com as migrações em massa, é necessário abordar suas causas originárias – como as guerras, os conflitos étnicos e a pobreza extrema – e fortalecer relações de cooperação e de solidariedade.

Desenvolvimento rural e emprego dos jovens estão fortemente ligados à migração. Foto: FAO/Riccardo Gangale.

Desenvolvimento rural e emprego dos jovens estão fortemente ligados à migração. Foto: FAO/Riccardo Gangale.

Os países mediterrâneos devem considerar o desenvolvimento rural, agrícola e alimentar um elemento central na cooperação regional se quiserem reverter as tendências atuais da migração forçada e do sofrimento humano, disse o chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) nesta sexta-feira (28).

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, ressaltou que o crescimento do agro-empreendedorismo e das oportunidades inclusivas de emprego no setor rural para a juventude devem ser protagonistas das estratégias de combate à pobreza e de aceleração do desenvolvimento.

A migração forçada está diretamente atrelada ao medo, às disparidades e à fome, disse José Graziano. O número de travessias informais pelas fronteiras europeias já é duas vezes maior do que médias anteriores – sendo 85% desses deslocamentos ocorridos no Mediterrâneo.

Para lidar com as migrações em massa, é necessário abordar suas causas originárias – como as guerras, os conflitos étnicos e a pobreza extrema – e fortalecer relações de cooperação e de solidariedade.