Desastre de Chernobyl pode ter causado 20 mil casos de câncer de tireoide, conclui estudo

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Comitê científico sobre os efeitos da radiação atômica revelou que um quarto de todos os casos de câncer de tireoide entre pacientes que eram crianças na época do acidente de Chernobyl, há 32 anos, são provavelmente uma consequência das altas doses de radiação recebidas durante e após o desastre.

Quarto bloco da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Foto: AIEA/Petr Pavlicek

Quarto bloco da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Foto: AIEA/Petr Pavlicek

O Comitê Científico sobre os Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR) revelou que um quarto de todos os casos de câncer de tireoide entre pacientes que eram crianças na época do acidente de Chernobyl, há 32 anos, são provavelmente uma consequência das altas doses de radiação recebidas durante e após o desastre.

Cerca de 20 mil casos de câncer de tireoide foram registrados entre 1991 e 2015, envolvendo pessoas que tinham menos de 18 anos em 1986 e que viviam nas áreas afetadas da antiga União Soviética, de acordo com o novo estudo do Comitê.

O Comitê estima agora que um em cada quatro desses casos é atribuível à exposição à radiação nuclear.

“O câncer de tireoide tornou-se um grave problema após o acidente de Chernobyl e mais pesquisas são necessárias para que possamos entender melhor as consequências a longo prazo”, disse o presidente da UNSCEAR, Hans Vanmarcke.

A explosão na usina nuclear de Chernobyl em 26 de abril de 1986 espalhou uma nuvem radioativa em grande parte da antiga União Soviética, onde atualmente envolve Belarus, Ucrânia e Rússia. Quase 8,4 milhões de pessoas nessas áreas foram expostas à radiação.

Cerca de 116 mil pessoas foram removidas da área na época e outras 230 mil foram evacuadas nos últimos anos.

Em 8 de dezembro de 2016, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução que definiu o dia 26 de abril como o Dia Internacional de Lembrança do Desastre de Chernobyl.


Comente

comentários