Desafio ‘Fome Zero’, proposto na Rio+20, chega na região da Ásia e Pacífico

De acordo com a FAO, uma em cada oito pessoas na Ásia e no Pacífico sofrem de fome crônica e cerca de dois terços da população mundial de pessoas cronicamente famintas vivem na região.

ONU lança Desafio Fome Zero na Ásia e no Pacífico. Foto: ESCAP

ONU lança Desafio Fome Zero na Ásia e no Pacífico. Foto: ESCAP

A ONU lançou nesta segunda-feira (29) o Desafio Fome Zero na Ásia e no Pacífico, pedindo aos governos, agricultores, cientistas, empresas, sociedade civil e consumidores para que trabalhem juntos para acabar com a fome na região onde a maioria das pessoas subnutridas do mundo vivem.

“O desenvolvimento sustentável e o crescimento inclusivo não acontecerão com o estômago vazio”, disse Noeleen Heyzer, Secretária Executiva da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (ESCAP).

“É inaceitável que, no século 21, com toda a nossa expertise tecnológica e agrícola, mais de 870 milhões de pessoas no mundo acordem com fome todas as manhãs, tentem encontrar a energia para ganhar a vida para suas famílias ao longo do dia e depois ainda tenham de ir para a cama com fome”, acrescentou.

Proposto pela primeira vez na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) no Rio de Janeiro, em junho de 2012, o Desafio Fome Zero do Secretário-Geral da Organização, Ban Ki-moon, apontou para um futuro onde cada indivíduo tem uma nutrição adequada.

Seus cinco objetivos são para certificar-se de que todos no mundo tenham acesso a alimentos nutritivos suficientes durante todo o ano, para acabar com o crescimento reduzido na infância; construir sistemas alimentares sustentáveis; dobrar a produtividade e a renda dos pequenos agricultores, especialmente das mulheres; e evitar que os alimentos sejam perdidos ou desperdiçados.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), uma em cada oito pessoas na Ásia e no Pacífico sofrem de fome crônica e cerca de dois terços da população mundial de pessoas cronicamente famintas vivem na região.