Delegações do Mali e da República do Congo visitam Brasil para conhecer políticas de combate à pobreza

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Até a próxima sexta-feira (2), autoridades do Mali e da República do Congo conhecem iniciativas de proteção social e de redução da pobreza do Brasil. Delegações estão no país sul-americano a convite do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), que organizou uma viagem conjunta de estudos para apresentar aos países africanos o Bolsa Família e o Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico).

Bolsa Família atende 13,8 milhões de famílias brasileiras. Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

Bolsa Família atende 13,8 milhões de famílias brasileiras. Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

Até a próxima sexta-feira (2), autoridades do Mali e da República do Congo conhecem iniciativas de proteção social e de redução da pobreza do Brasil. Delegações estão no país sul-americano a convite do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), que organizou uma viagem conjunta de estudos para apresentar aos países africanos o Bolsa Família e o Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico).

Representantes das duas nações estão frequentando palestras com pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), do IPC-IG e de outras instituições.

A maioria dos analistas são especialistas com experiência no monitoramento e avaliação de políticas públicas e que aconselham gestores no governo brasileiro. Muitos deles também ocuparam cargos oficiais e administram programas sociais.

Durante a abertura da série de atividades, quando as delegações chegaram ao Brasil, na segunda-feira (29), os participantes compartilharam suas expectativas para a troca de conhecimentos ao longo da visita, preparada em parceria com o Banco Mundial.

A ministra congolesa das Relações Sociais, da Ação Humanitária e da Solidariedade, Antoinette Dinga-Dzondo, manifestou interesse na coordenação intersetorial, bem como nas formas de financiamento das políticas sociais.

“Desde 2014, o presidente da República tomou consciência de tudo o que vem sendo feito no Brasil na área social, e comprometeu-se a iniciar uma transferência de conhecimento. Desde então, começamos a desenvolver projetos de proteção social, ainda em fase piloto”, disse.

Atualmente, o registro social da República do Congo inclui 41 mil famílias. Dessas, 4 mil são beneficiárias de programas sociais. A administração pretende aumentar o número de famílias registradas para 400 mil.

Outro ponto de especial interesse para ambos os países é o gerenciamento de dados. “Precisamos melhorar nossos dados estatísticos sobre todos os projetos, não apenas os de proteção social. As bases de dados precisam ser compartilhadas e coordenadas entre os diferentes ministérios”, defendeu o chefe da delegação do Mali, Abdoulaye Diabate, que é assessor técnico do Ministério da Solidariedade e da Ação Humanitária.

Para Sergei Soares, pesquisador do IPEA e pesquisador Associado do IPC-IG, a visita de estudos representa uma excelente oportunidade para o compartilhamento de conhecimento, uma vez que as demandas mais urgentes de ambos os países em proteção social são as áreas de especialização do Brasil e do IPC-IG — que é vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Didier Trebucq, diretor de país do PNUD, observou que “os resultados em proteção social no país só foram alcançados após políticas proativas” e incentivou todos os participantes a iniciar uma relação de intercâmbio de saberes para aumentar a oferta de serviços públicos no Brasil, Mali e República do Congo.

O trabalho do IPEA na área de economia internacional e políticas públicas foi apresentado já nesse primeiro encontro pelo pesquisador do Instituto, Luís Henrique Paiva.


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