Darfur: ONU quer urgência no acesso de população à ajuda humanitária

Diante de conflitos regulares, a população desta região do Sudão não consegue chegar às áreas de proteção da ONU e da União Africana.

Foto: UNAMID

Foto: UNAMID

Funcionários das Nações Unidas no Sudão pediram na terça-feira (16) que o acesso às áreas do sul da região de Darfur, no Sudão, seja facilitado para a chegada de ajuda humanitária. Dezenas de milhares de pessoas estão perto das bases da ONU e da União Africana, mas não conseguem socorro devido aos intensos conflitos no local.

“As vidas de milhares de civis que ainda estão à espera de ajuda humanitária estão em jogo. Estou profundamente preocupado com a segurança e o bem-estar dessas pessoas”, disse o Representante Especial conjunto, Mohamed Ibn Chambas. “Peço a todos os lados para proteger os civis e respeitar os direitos humanos e o direito humanitário”, acrescentou.

De acordo com a Comissão de Ajuda Humanitária do governo, cerca de 36 mil pessoas buscaram proteção nas bases da Missão da ONU e da União Africana em Darfur (UNAMID), nas proximidades das aldeias de Labado e Muhajeria.

Os civis encurralados na região sofrem com a falta de condições sanitárias e com uma epidemia de diarreia entre as crianças.

A preocupação sobre a segurança e o acesso a condições humanitárias ocuparam toda a agenda de segunda-feira (15) da Coordenação do Mecanismo Tripartidário sobre a UNAMID em Adis Abeba, na Etiópia. Composto por representantes do governo do Sudão, da União Africana e das Nações Unidas, o fórum — que se reúne regularmente — tem como objetivo resolver problemas e desafios relacionados com a implantação de operações da UNAMID.

Na reunião da segunda-feira, a UA e a ONU expressaram preocupação sobre os relatos de aumento de confrontos armados e violência entre comunidades em Darfur.

Representantes da UNAMID observaram “com preocupação” que os atrasos na concessão do acesso das forças de paz a essas áreas possam impactar negativamente a qualidade e a eficiência da missão. O governo observou que muitas das restrições foram devido a preocupações de segurança e pediu que haja uma maior coordenação a nível técnico.