Dados de investigação de queda do avião na Ucrânia são apresentados ao Conselho de Segurança da ONU

O documento afirma que a aeronave estava “em perfeitas condições de navegabilidade”, a tripulação estava devidamente licenciada e nenhum erro humano ou pedido de socorro foi relatado.

O processo de identificação dos restos mortais está em curso, apesar das dificuldades de acesso ao local. Foto:OSCE/Evgeniy Maloletka

Dois meses após a queda de um avião da Malaysia Airlines na Ucrânia, que matou as 298 pessoas a bordo, o subsecretário-geral para Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, apresentou um relatório ao Conselho de Segurança sobre a evolução da investigação do acidente.

“Enquanto o cessar-fogo no sudeste da Ucrânia não for declarado, as condições não estarão favoráveis para os investigadores, que ainda não têm acesso total e irrestrito ao local do acidente”, disse Feltman.

Em 17 de julho, o Boeing 777, que transportava 298 pessoas de Amsterdã (Países Baixos) para Kuala Lumpur (Malásia), caiu no leste da Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia. Nos dias que se seguiram, o Conselho de Segurança adotou a resolução 2166 (2014) pedindo uma investigação completa, aprofundada e independente sobre o incidente.

Nesta sexta-feira (19), Feltman apresentou as conclusões preliminares das autoridades holandesas sobre a investigação do incidente com o MH-17, que foram encaminhadas para a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), com os primeiros resultados factuais com base em várias fontes, incluindo o gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo, o controle de tráfego aéreo, radares e imagens de satélite.

O documento afirma que a aeronave estava “em perfeitas condições de navegabilidade”, a tripulação estava devidamente licenciada e nenhum erro humano ou pedido de socorro foi relatado. O relatório diz que o avião MH17 se partiu sobre a Ucrânia devido à penetração de um grande número de “objetos de alta energia provenientes do exterior da aeronave”, disse Feltman.

Com 225 corpos identificados, o processo de identificação dos restos mortais ainda está em curso, apesar das dificuldades de acesso ao local. “Vamos honrar as vítimas e consolar suas famílias não deixando isso acontecer de novo”, afirmou o subsecretário-geral.