Cúpula mundial apoiada pela ONU quer eliminar hepatite viral

Cerca de 400 milhões de pessoas vivem atualmente com hepatite viral; a doença mata 1,45 milhão de pessoas a cada ano e é uma principais causas de morte no mundo.

Paciente faz teste de hepatite em Togo. Foto: IRIN/Isidore Akollor

Paciente faz teste de hepatite em Togo. Foto: IRIN/Isidore Akollor

Representantes de mais de 60 países estão reunidos em Glasgow (Escócia) para a primeira Cúpula Mundial da Hepatite, que começou nesta quarta-feira (02) com o objetivo de fornecer “uma alerta para criar uma dinâmica de prevenção, diagnóstico, tratamento – e eventualmente eliminação – da hepatite viral como um problema de saúde pública”, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS), que está co-patrocinando o evento com a Aliança Mundial da Hepatite.

Cerca de 400 milhões de pessoas vivem atualmente hepatite viral. A doença mata cerca de 1,45 milhão de pessoas a cada ano e é uma principais causas de morte no mundo. “Sabemos como prevenir a hepatite viral, temos uma vacina segura e eficaz para a hepatite B e agora temos medicamentos que podem curar pessoas com hepatite C e controlar a infecção da hepatite B”, lembrou o diretor da Programa Global de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall.

“Porém, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento ainda não é suficiente e algumas vezes inacessível em muitas partes do mundo”.

Os participantes da cúpula estão discutindo um projeto de estratégia que estabelece metas para 2030, incluindo reduzir em 90% de novos casos de hepatite crônica B e C, em 65% as mortes causadas por hepatites B e C, e tratar 80% as pessoas com infecções de hepatite crônica B e C.