Crise mundial de 2008 não abalou crescimento da economia criativa, revela relatório da UNCTAD

Relatório sobre o tema foi lançado no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (07/11). Brasil tem grande participação na indústria criativa.

Chefe do Programa de Economia Criativa da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Edna Dos Santos-Duisenberg.O relatório das Nações Unidas sobre Economia Criativa 2010, lançado nesta segunda-feira (07/11) no Rio de Janeiro, sugere que a crise financeira internacional de 2008 não abalou o crescimento do setor. O evento contou com o apoio do UNIC Rio e foi promovido pela Nuvem Criativa.

A economia criativa engloba atividades como design, moda, artesanato e audiovisual. Segundo o estudo da ONU, o ritmo de crescimento foi mantido alcançando a cifra de US$ 592 bilhões, equivalentes a mais de R$ 1 trilhão.

Arquitetura

Na média entre 2002 e 2008, a taxa de crescimento das exportações de bens e serviços foi de 14%. O Brasil acompanhou a tendência, mas, segundo o levantamento, ainda pode avançar muito para estar entre os líderes criativos.

A chefe do Programa de Economia Criativa da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Edna Dos Santos-Duisenberg, falou à equipe da Rádio ONU, no Rio de Janeiro, sobre o crescimento do setor no Brasil. E comentou o saldo negativo em termos de bens criativos.

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Balança comercial

“O Brasil exportava US$1,3 bilhão e agora está exportando US$6 bilhões, mais de US$6 bilhões. Então isso é um desempenho espetacular. E você vai perguntar por que? Simplesmente porque nós estamos vivendo na sociedade contemporânea em que, cada vez mais, esses produtos fazem parte do nosso cotidiano”, afirmou.

Iniciativas

O evento também contou com a participação da Secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão, que informou ter trabalhado em sintonia com os dados produzidos pela UNCTAD. Ela anunciou o surgimento, até o final do ano, de um Observatório Nacional de Economia Criativa, para acompanhar e fomentar o desenvolvimento do setor. Essa e outras iniciativas estão previstas no plano lançado em setembro pelo Governo brasileiro.

(Felipe Siston, do UNIC Rio, para a Rádio ONU)