Crise humanitária do Burundi se aprofunda após aumento de tensões políticas no país, alerta ONU

Cerca de 110 mil pessoas estão refugiadas em países vizinhos; população em vilarejo na Tanzânia passou de 10 mil para 90 mil habitantes.

Mulheres lavam suas panelas enquanto um barco que transportava refugiados burundianos se aproxima da costa em Mboko, uma vila de pescadores congoleses no lago Tanganica. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

Mulheres lavam suas panelas enquanto um barco que transportava refugiados burundianos se aproxima da costa em Mboko, uma vila de pescadores congoleses no lago Tanganica. Foto: ACNUR / Federico Scoppa

A crise humanitária causada pelas crescentes tensões políticas no Burundi piorou, de acordo com as Nações Unidas que informou nesta terça-feira (19) do aumento no número de refugiados burundineses que procuram asilo e uma deterioração das condições de saúde em campos de refugiados que os recebem. São cerca de 110 mil refugiados vivendo nos países vizinhos.

O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tarik Jasarevic expressou preocupação com a situação na aldeia de Kagunga, na vizinha Tanzânia, onde a população original aumentou de 10 mil para 90 mil devido ao influxo de refugiados. Jasarevic acrescentou que a crise no vilarejo havia deteriorado recentemente após a descoberta de vários casos de cólera no dia 13 de maio.

Mais de 20 mil refugiados foram transferidos ou chegaram ao campo de refugiados que, de acordo com funcionários da ONU, já atingiu o limite para o número máximo de pessoas. Refugiados adicionais estão agora sendo alojados em escolas locais, enquanto guardam tendas temporárias.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) confirmou que está tomando medidas preventivas urgentes para melhorar o saneamento, higiene e identificação das doenças, assim como uma campanha de informação e promoção da higiene.