Crise econômica: Para OIT, ‘recuperação instável’ falhou em melhorar o mercado de trabalho

Segundo chefe da Organização Internacional do Trabalho, recuperação econômica mundial segue em ritmo aquém do desejado, prejudicando a criação de empregos e o combate à pobreza.

Trabalhadores passam cimento sobre teto de residência. De acordo com a OIT, a recuperação econômica insuficiente prejudicou a criação de empregos e o aumento dos salários. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

Trabalhadores passam cimento sobre teto de residência. De acordo com a OIT, a recuperação econômica insuficiente prejudicou a criação de empregos e o aumento dos salários. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

De acordo com comunicado da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na sexta-feira (11), a instável recuperação econômica global, após os baques econômicos do ‘subprime’ norte-americano e da Zona do Euro, falhou em garantir melhores condições nos mercados de trabalho.

“A economia mundial ainda não chegou a uma via de crescimento forte e sustentável”, declarou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, durante encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, mencionando também que a escassez de empregos configurada no auge da crise mostra poucos sinais de acabar.

“De fato, o abismo de empregos só irá aumentar caso a economia não ganhe fôlego”, ele continuou, explicando que a fraca demanda mundial retém a criação de empregos, os salários e a recuperação econômica – que, por sua vez, podem resultar na redução mais lenta da pobreza, especialmente nos países em desenvolvimento.

Segundo estatísticas da OIT, 62 milhões de pessoas deixaram de ser empregadas em 2013 graças à crise econômica – um número que pode subir para 75 milhões em 2018, mantido o ritmo atual de recuperação. A agência também nota que, no último ano, o índice de pobreza extrema no mundo caiu apenas 2,7% – a menor taxa de redução nos últimos dez anos.