Crise econômica ameaça progresso da luta contra a fome na Europa e Ásia Central

Agricultura ajudou 50 milhões de pessoas a sair da pobreza na região. Diretor-Geral da FAO, Jacques Diouf elogiou sucesso na luta contra a pobreza e insegurança alimentar que Europa e Ásia Central nos últimos 10 anos, mas advertiu que crise financeira internacional poderia ameaçar esse processo.

Diretor-Geral da FAO, Jacques DioufO Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, elogiou o admirável sucesso na luta contra a pobreza e insegurança alimentar que Europa e Ásia Central têm conseguido ao longo dos últimos 10 anos, tendo a agricultura como peça-chave. Porém advertiu que a crise financeira internacional poderia ameaçar esse processo. “Estudos da FAO mostram que a crise tem enfraquecido a agricultura, particularmente nos países do Centro e Leste da Europa. Além disso, o Banco Mundial estima que Europa e Ásia Central sejam as regiões mais afetadas”, declarou Diouf.

Desde 1998, aproximadamente 50 milhões de pessoas em Europa e Ásia Central conseguiram deixar a linha de pobreza. Para Diouf, a História demonstra que não existe melhor motor para estimular o crescimento e erradicar a fome e a pobreza do que o investimento em agricultura. No entanto, grandes recursos financeiros são necessários. Diouf observou que são precisos 44 bilhões de dólares para a Assistência Oficial de Desenvolvimento para financiar insumos modernos, infraestrutura rural e tecnologia no benefício de pequenos agricultores e países pobres.

Na semana passada, a FAO lançou uma campanha internacional contra a fome, www.1billionhungry.org, cujo objetivo é pressionar líderes globais a tirar um bilhão de pessoas da fome. Diouf declarou estar convencido que “juntos podemos eliminar a fome do planeta”. No entanto, adicionou que “para isso precisamos nos mover das palavras às ações e, sobretudo, fazê-lo rapidamente”.

Conheça a campanha da FAO lançada na última terça-feira (11) clicando aqui.