Crianças refugiadas entram em campo com jogadores do Santos FC no Pacaembu

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A noite desta quarta-feira (2) será especial para cerca de 20 crianças nascidas na Síria, na República Democrática do Congo e em Angola. Elas foram selecionadas para entrar no gramado do Pacaembu, em São Paulo, junto com os jogadores do Santos Futebol Clube, que disputam o Campeonato Brasileiro contra o Flamengo.

Além de realizar o sonho destas crianças, a ação quer sensibilizar a opinião pública sobre a presença de pessoas em situação de refúgio no país, buscando oportunidades de trabalho, continuidade dos estudos e promoção de atividades de trocas culturais e sociais. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Entrada do estádio do Pacaembu, em São Paulo. Foto: Heitor Carvalho Jorge/Wikimedia Commons (CC)

Entrada do estádio do Pacaembu, em São Paulo. Foto: Heitor Carvalho Jorge/Wikimedia Commons (CC)

A noite desta quarta-feira (2) será especial para cerca de 20 crianças nascidas na Síria, na República Democrática do Congo e em Angola. Elas foram selecionadas para entrar no gramado do Pacaembu, em São Paulo, junto com os jogadores do Santos Futebol Clube, que disputam o Campeonato Brasileiro contra o Flamengo.

A convite do Santos FC, os pais e responsáveis das crianças refugiadas poderão acompanhar a partida desta quarta-feira, que ocorre a partir das 21h45 (horário de Brasília), diretamente do Pacaembu.

Além de realizar o sonho destas crianças, a ação quer sensibilizar a opinião pública sobre a presença de pessoas em situação de refúgio no país, buscando oportunidades de trabalho, continuidade dos estudos e promoção de atividades de trocas culturais e sociais.

Outras atividades esportivas buscam celebrar a integração de refugiados e migrantes na sociedade brasileira. Entre elas está a Copa dos Refugiados, cuja quarta edição acontecerá nos dias 13, 20 e 27 de agosto.

Com a participação de 16 seleções formadas por refugiados de seus respectivos países de origem, as duas primeiras rodadas acontecerão no Parque da Aclimação. A grande final acontece no dia 27 e será disputada no Estádio do Pacaembu. A Copa dos Refugiados é realizada pela organização África do Coração, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Caritas Arquidiocesana de São Paulo e das empresas Netshoes e Sodexo.

No mundo todo, as crianças representam mais da metade dos 22,5 milhões de pessoas refugiadas. Em apenas um tempo de bola rolando (45 minutos), 900 pessoas são forçada a abandonar seu lares por violações de seus direitos humanos e perseguições relacionadas a sua raça, religião, nacionalidade, grupo social e opinião política (isso representa uma pessoa a cada três segundos).

No Brasil, de acordo com os dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), em 2016 houve aumento de 12% no número total de refugiados reconhecidos no país. Até o final de 2016, o Brasil reconheceu um total de 9.552 refugiados de 82 nacionalidades. Os países com maior número de refugiados reconhecidos no Brasil em 2016 foram Síria (326), República Democrática do Congo (189), Paquistão (98), Palestina (57) e Angola (26).

Houve um aumento expressivo de solicitações de venezuelanos (307%) em relação a 2015. De acordo com o relatório, apenas no ano passado, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, cerca de 33% das solicitações registradas no país naquele ano. Em 2015, foram contabilizados 829 pedidos de refúgio de nacionais venezuelanos.

Clique aqui para acessar mais informações sobre o perfil dos refugiados no Brasil.


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