Crianças refugiadas entram em campo com jogadores do Santos em partida do Brasileirão

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Estava difícil de acreditar, mas o que era sonho tornou-se realidade. Crianças refugiadas que vivem em São Paulo pisaram no histórico gramado do Estádio Pacaembu de mãos dadas com os jogadores do Santos Futebol Clube, na abertura da partida contra o Flamengo disputada na noite de quarta-feira (2) pelo Campeonato Brasileiro de Futebol – o Brasileirão.

“Não acreditei que aqueles jogadores de futebol que eu gosto tanto estavam ao meu lado, dentro do estádio. Caramba, que legal foi segurar a mão deles e entrar no campo com a torcida gritando. Foi a realização de um sonho”, resumiu o angolano Miguel, que com 7 anos sonha ser jogador de futebol, assim como a maioria dos garotos da sua idade.

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Estava difícil de acreditar, mas o que era sonho tornou-se realidade. Crianças refugiadas que vivem em São Paulo pisaram no histórico gramado do Estádio Pacaembu de mãos dadas com os jogadores do Santos Futebol Clube, na abertura da partida contra o Flamengo disputada na noite de quarta-feira (2) pelo Campeonato Brasileiro de Futebol – o Brasileirão.

“Não acreditei que aqueles jogadores de futebol que eu gosto tanto estavam ao meu lado, dentro do estádio. Caramba, que legal foi segurar a mão deles e entrar no campo com a torcida gritando. Foi a realização de um sonho”, resumiu o angolano Miguel, que com 7 anos sonha ser jogador de futebol, assim como a maioria dos garotos da sua idade.

Para o pequeno Ahmad, refugiado sírio de apenas 6 anos, entrar em campo e acompanhar a partida entre seus amigos foi uma experiência única. “Nunca vou me esquecer dessa noite, e a partir de hoje vou torcer por esse time que joga tão bem e foi muito legal com a gente”, declarou, referindo-se à atenção dada tanto pelos jogadores como pela equipe de apoio do Santos FC.

A empolgação era generalizada antes mesmo da entrada no gramado do Pacaembu. Ao chegarem ao estádio, ainda antes da partida, as crianças refugiadas e seus responsáveis foram recebidos pela equipe social do Santos FC. Os pequenos torcedores receberam lanche e uniforme completo da equipe (camisa, shorts e meião), com o qual participaram da cerimônia de abertura da partida.

Devidamente uniformizada, a congolesa Alegria não conseguia conter os ânimos antes do início da partida. “Estou pronta para entrar em campo e chutar a bola. Estou muito feliz por estar aqui com meus irmãos e meu pai, que torce pelo Santos. E não imaginava que um campo de futebol pudesse ser tão grande como esse. Então (os jogadores) vão ter que correr muito”, disse ela.

A participação desses torcedores trouxe boas energias para o time do Santos, que venceu a partida contra o Flamengo por 3 a 2.

A iniciativa de permitir a entrada de crianças refugiadas no campo com os jogadores do Santos na abertura de uma partida oficial do Brasileirão partiu do próprio clube, sensibilizado com a causa do refúgio. O convite foi formalizado à África do Coração, organizadora com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) da 4ª Copa dos Refugiados – que acontece neste mês de agosto em São Paulo.

As crianças (18 no total) são originárias de três países: Síria, República Democrática do Congo e Angola. Todas elas estudam na rede pública de ensino em São Paulo e integram o coral Coração Jolie, conduzido pela organização IKMR, parceira do ACNUR.

A Copa dos Refugiados acontecerá em São Paulo nos dias 13, 20 e 27 de agosto, envolvendo 16 seleções formadas por jogadores refugiados de seus respectivos países de origem. As partidas iniciais serão disputadas nos estádios do Parque da Aclimação e a final, no dia 27, no próprio Estádio do Pacaembu, sempre às 10h. A Copa tem o apoio da Caritas Arquidiocesana de São Paulo e das empresas Netshoes e Sodexo.

Para a relação públicas do Santos FC, Isabel Luchesi, “foi um prazer enorme receber as crianças refugiadas na partida, pois além de promover um momento de lazer e uma atividade diferente na vida delas, a ação mostrou o apoio dos Santos na luta contra a xenofobia”.

Para o ACNUR, atividades esportivas contribuem para o bem-estar de refugiados de todas as idades, ajudando no enfrentamento de problemas psicossociais, estresse e solidão. A prática de esportes contribui ainda para a aptidão física e o bem-estar mental, fornecendo um meio seguro no qual uma criança pode se integrar socialmente.

Além disso, a prática esportiva reforça a capacidade de realização dos refugiados, mostrando que são aptos a alcançar resultados e contribuir com um objetivo comum. Um dos principais exemplos desta perseverança é a Equipe Olímpica de Refugiados, que reuniu atletas refugiados durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.


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