Crianças que participam da estratégia de interiorização ganham companhia especial

A partir de abril, as crianças venezuelanas de 6 a 11 anos que participam da estratégia de interiorização do governo federal recebem a cartilha “Viajando por Brasil com Felipe y Elena”. O livro apresenta o novo país aos pequenos com informações culturais e geográficas, através dos olhares do brasileiro Felipe e da venezuelana Elena.

O livro é parte do “Passaporte para a Educação”, uma iniciativa do projeto Education Cannot Wait (A Educação não Pode Esperar), implementado em Roraima pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O livro “Viajando con Felipe y Elena” apresenta o novo país aos pequenos com informações culturais e geográficas. Foto: OIM

A partir deste mês, as crianças venezuelanas de 6 a 11 anos que participam da estratégia de interiorização do governo federal recebem a cartilha “Viajando por Brasil com Felipe y Elena”. Pela visão dos dois personagens, o brasileiro Felipe, e a venezuelana Elena, o livro apresenta o novo país aos pequenos com informações culturais e geográficas. Na última página, um quebra-cabeças do mapa do Brasil pode ser destacado para finalizar a brincadeira.

O livro, distribuído com lápis de cor, de escrever, borracha e apontador, compõe a mochila do “Passaporte para a Educação”. A iniciativa faz parte do projeto Education Cannot Wait (A Educação não Pode Esperar), implementado em Roraima pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Além de apoiar as crianças e adolescentes nesse momento de transição com conteúdos informativos e lúdicos, o projeto também tem como objetivo informar as famílias de refugiados e migrantes sobre seus direitos e acesso à educação no Brasil.

O foco são as famílias que participam da estratégia de interiorização do governo federal, que leva voluntariamente os venezuelanos que se encontram em Boa Vista ou Manaus para recomeçarem suas vidas em outros estados do Brasil. Durante o processo de documentação para a viagem, os responsáveis também são informados sobre os procedimentos para matrícula nas escolas brasileiras.

Em complemento ao panfleto, os pais também recebem uma pasta onde poderão guardar os documentos da criança e uma carta para facilitar a solicitação de matrícula na futura instituição de ensino. No documento, a criança ou jovem e seu responsável são apresentados, explica-se quais os direitos que possuem como refugiados ou migrantes e o contexto em que estão inseridos. Uma versão em espanhol também é entregue aos responsáveis caso ainda não dominem o português.

A assistente de projeto da OIM, Mariana Camargo, explicou que, além de se adaptar ao novo país, os pais de crianças e jovens em idade escolar enfrentam um desafio a mais, que é o de manter seus filhos escolarizados e entender todo o processo para ingressarem na rede de ensino. “Com os informes e materiais que desenvolvemos, esperamos contribuir para que esse processo seja mais leve”, contou a assistente da OIM.

De novembro de 2019, quando o projeto foi iniciado, a março de 2020, mais de 780 famílias e 1.300 crianças foram beneficiadas com o material informativo de apoio na matrícula escolar.