Crianças estão sendo fortemente afetadas por escalada de violência em Gaza, diz UNICEF

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Enfatizando o impacto devastador da crise humanitária e da crescente violência contra crianças em Gaza, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu que todas as partes com influência no conflito priorizem sua proteção.

“A escalada da violência em Gaza exacerbou o sofrimento de crianças cujas vidas já têm sido insuportavelmente difíceis há muitos anos”, disse Geert Cappelaere, diretor regional do UNICEF para Oriente Médio e Norte da África, em comunicado publicado nesta sexta-feira (4).

Estudante palestina dentro de sala de aula destruída por confrontos de 2014 em Gaza. Foto: UNICEF/El Baba

Estudante palestina dentro de sala de aula destruída por confrontos de 2014 em Gaza. Foto: UNICEF/El Baba

Enfatizando o impacto devastador da crise humanitária e da crescente violência contra crianças em Gaza, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu que todas as partes com influência no conflito priorizem sua proteção.

“A escalada da violência em Gaza exacerbou o sofrimento de crianças cujas vidas já têm sido insuportavelmente difíceis há muitos anos”, disse Geert Cappelaere, diretor regional do UNICEF para Oriente Médio e Norte da África, em comunicado publicado nesta sexta-feira (4).

Cappelaere disse que além dos ferimentos físicos, as crianças estão mostrando sinais de estresse severo e trauma.

“Ontem, nosso representante especial visitou um menino de 14 anos que levou um tiro que provocou ferimento grave perto de seu coração. Ele está agora em casa se recuperando depois de ficar duas semanas no hospital. É difícil para ele ser otimista em meio à dor, mas quando ele melhora, diz que quer ser médico, como aqueles que o ajudaram a sobreviver”, disse.

De acordo com a agência da ONU, nas últimas cinco semanas, cinco crianças foram mortas e centenas ficaram feridas durante protestos majoritariamente pacíficos na fronteira com Israel. O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, pediu que as forças de segurança israelenses interrompam o uso de “força letal contra manifestantes desarmados” durante os protestos.

Metade das crianças da região depende de ajuda humanitária, e uma em cada quatro precisa de atendimento psicossocial.

Além disso, cortes de energia e falta de combustível em Gaza prejudicaram os serviços de água e saneamento, com informações de que nove em cada dez famílias não têm acesso regular à água. Remédios e equipamentos de saúde também estão em falta, pressionando o já frágil sistema de saúde.

Diante desse cenário, Cappelaere reiterou o chamado para todos os lados do conflito protegerem as crianças e mantê-las fora de perigo. “As crianças devem estar nas escolas, em casa e nos parques — não deveriam ser alvo ou encorajadas a participar da violência”.


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