Criação de comunidades ‘positivas’ auxilia no combate do terrorismo online, diz ONU

Em um mundo cada vez mais interconectado, a glorificação do terrorismo online impacta todos, afirmou o presidente de um órgão de antiterrorismo da ONU, em um pedido por novos esforços para promover a solidariedade comunitária e combater a propaganda de ódio.

O crescimento exponencial do número de usuários na Internet oferece oportunidades, mas também gera preocupações quanto à privacidade. Imagem: ONU

O crescimento exponencial do número de usuários na Internet oferece oportunidades, mas também gera preocupações quanto à privacidade. Imagem: ONU

Em um mundo cada vez mais interconectado, a glorificação do terrorismo online impacta todos, afirmou o presidente de um órgão de antiterrorismo da ONU, em um pedido por novos esforços para promover a solidariedade comunitária e combater a propaganda de ódio.

Gustavo Adolfo Meza-Cuadra Velasquez, embaixador do Peru nas Nações Unidas e diretor do Comitê de Contra-terrorismo do Conselho de Segurança, afirmou que, embora seja importante negar àqueles que incitem e glorifiquem violência o acesso à Internet, os enormes benefícios públicos da presença online também devem ser reconhecidos.

“Cada medida tomada para lutar contra narrativas terroristas, assim como medidas contra o terrorismo, devem estar alinhadas com a legislação internacional de direitos humanos, incluindo direito a privacidade e liberdade de expressão.”

Nesse contexto, Meza-Cuadra destacou a importância das parcerias público-privadas para manter o espaço da Internet “o mais hostil possível aos grupos terroristas”, enquanto ao mesmo tempo “tão aberto quanto viável para a sociedade em geral”, citando uma estratégia internacional sobre o tema.

Adotada em 2017, esta estratégia consiste em três elementos: medidas de reforço de legislação, baseadas em resoluções relevantes das Nações Unidas; a criação de parcerias público-privadas; e o desenvolvimento de contranarrativas, com esforços para o recuo de propagandas terroristas.

Meza-Cuadra afirmou que, além das contranarrativas, mensagens positivas devem ser ampliadas, para que públicos vulneráveis recebam garantias de que preocupações genuínas estão sendo tratadas, sem recorrer à violência.

“Contranarrativas eficazes devem incluir mensagens positivas que promovam a solidariedade comunitária e caminhos pacíficos para lidar com condições propícias à disseminação do terrorismo. Essa é uma forma de alcançar resultados em longo prazo”, acrescentou.