COVID-19: recuperação será mais lenta após ‘crise como nenhuma outra’, prevê FMI

A recuperação econômica da pandemia de COVID-19 é projetada para ser mais gradual do que o previsto anteriormente, de acordo com relatório publicado na quarta-feira (24) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O organismo internacional estima uma queda de 4,9% para a economia global este ano, frente à projeção de baixa de 3% feita em abril, indicando que a recessão será mais profunda e a recuperação, mais lenta. Para o Brasil, a previsão é de um tombo de 9,1%.

São Paulo já soma mais de 1,7 mil mortos por COVID-19. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

São Paulo é o epicentro das mortes por COVID-19 no Brasil. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

A recuperação econômica da pandemia de COVID-19 é projetada para ser mais gradual do que o previsto anteriormente, de acordo com relatório publicado na quarta-feira (24) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O organismo internacional estima uma queda de 4,9% para a economia global este ano, frente à projeção de baixa de 3% feita em abril, indicando que a recessão será mais profunda e a recuperação, mais lenta. Para o Brasil, a previsão é de um tombo de 9,1%.

O último World Economic Outlook é uma atualização dos dados publicados há dois meses. Com o subtítulo “Uma crise como nenhuma outra, uma recuperação incerta”, alerta que os ganhos obtidos nas últimas duas décadas na redução da extrema pobreza podem estar em perigo.

Chamado a sistemas de saúde fortes

O FMI explicou que o relatório reflete “um grau de incerteza acima do normal” em torno das projeções, que são baseadas em suposições importantes sobre os impactos da pandemia.

Em países com taxas decrescentes de COVID-19, a projeção de recuperação lenta se baseia em fatores como continuidade das medidas de distanciamento físico, produtividade reduzida devido a bloqueios e o impacto das medidas de segurança e higiene no local de trabalho nas empresas sobreviventes.

O FMI prevê ainda que bloqueios mais longos afetarão a atividade econômica em países que lutam para controlar infecções.

“Todos os países – incluindo aqueles que aparentemente atingiram picos de infecções – devem garantir que seus sistemas de saúde tenham recursos adequados”, afirmou a agência.

“A comunidade internacional deve intensificar seu apoio a iniciativas nacionais, inclusive por meio de assistência financeira a países com capacidade limitada de assistência à saúde e canalização de financiamento para a produção de vacinas à medida que os estudos avançam, para que doses adequadas e acessíveis sejam rapidamente disponibilizadas a todos os países.”

Medidas fiscais e cooperação global

O relatório recomenda que, em regiões que ainda enfrentam lockdowns, as autoridades continuem a “amortecer” as perdas de renda das famílias, além de apoiar as empresas forçadas a reduzir suas atividades devido às restrições impostas.

“Onde as economias estão reabrindo, o apoio direcionado deve ser gradualmente desfeito à medida que a recuperação está em andamento, e as políticas devem fornecer estímulo para elevar a demanda e facilitar e incentivar a realocação de recursos de setores que provavelmente emergirão permanentemente menores após a pandemia”, disseram os autores.

Eles enfatizaram a importância de uma forte cooperação global durante a pandemia, observando que os países que enfrentam a crise e também enfrentam uma queda no financiamento externo, ou outro tipo de financiamento, precisam urgentemente de “assistência de liquidez”.

Agir agora para evitar catástrofes futuras

Olhando para além da crise, o relatório pede aos formuladores de políticas que resolvam as “tensões” comerciais e tecnológicas que colocam em risco a recuperação.

Além disso, eles devem implementar compromissos relacionados ao clima e aumentar a tributação do carbono.

“A comunidade global deve agir agora para evitar a repetição dessa catástrofe, construindo estoques globais de suprimentos e equipamentos de proteção essenciais, financiando pesquisas e apoiando sistemas de saúde pública e implementando modalidades eficazes para prestar socorro aos mais necessitados”, afirmaram os autores.

Olhando para além da crise, o relatório pede aos formuladores de políticas que resolvam as “tensões” comerciais e tecnológicas que colocam em risco a recuperação.

Além disso, eles devem implementar compromissos relacionados ao clima e aumentar a tributação do carbono.

“A comunidade global deve agir agora para evitar a repetição dessa catástrofe, construindo estoques globais de suprimentos e equipamentos de proteção essenciais, financiando pesquisas e apoiando sistemas de saúde pública e implementando modalidades eficazes para prestar socorro aos mais necessitados”, afirmaram.