COVID-19: Fundo da ONU apoia mulheres em risco de violência na Índia e na RDC

Diante da atual pandemia de COVID-19, o Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra as Mulheres (UNTF, na sigla em inglês) e as instituições donatárias reconhecem as dimensões de gênero dos impactos do novo coronavírus no mundo.

Isso inclui aumento do risco de violência doméstica e diminuição da capacidade das pessoas prestadoras de serviços de responder a casos de violência. Leia o relato da ONU Mulheres.

Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas, uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, lidera workshop antes da pandemia na República Democrática do Congo. Foto: Jonathan Torgovnik

Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas, uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, lidera workshop antes da pandemia na República Democrática do Congo. Foto: Jonathan Torgovnik

Diante da atual pandemia de COVID-19, o Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra as Mulheres (UNTF, na sigla em inglês) e as instituições donatárias reconhecem as dimensões de gênero dos impactos do novo coronavírus no mundo.

Isso inclui aumento do risco de violência doméstica e diminuição da capacidade das pessoas prestadoras de serviços de responder a casos de violência.

Neste momento desafiador, a necessidade de responder às consequências imediatas e de longo prazo da atual crise para mulheres e meninas é crítica, segundo a ONU Mulheres.

O Fundo Fiduciário da ONU permanece comprometido com suas parcerias no campo, que são essenciais para servir aquelas que muitas vezes são deixadas para trás, e reconhece o papel crítico das redes e organizações de mulheres, de acordo com a ONU Mulheres.

Por meio do mapeamento dos impactos da COVID-19, as donatárias e os donatários do Fundo Fiduciário da ONU, organizações da sociedade civil da Índia à República Democrática do Congo explicaram como estão se adaptando ativamente às mudanças no contexto e aos desafios apresentados pela pandemia.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos serviços de crise continuem ininterruptos. Nossa linha direta de 24 horas e nossos serviços de crise e reabilitação para sobreviventes de queimaduras estão acessíveis para aquelas que precisam de apoio”, disse Rashmi Singh, diretora de programas do Fundo Fiduciário da ONU, PCVC.

“Como organização que trabalha no fornecimento de serviços de crise para as mais vulneráveis, estamos trabalhando dia e noite para garantir que nenhuma mulher seja deixada para trás, ao mesmo tempo em que priorizamos a saúde e a segurança de todas as pessoas”, declarou.

Na Índia, o Fundo Fiduciário da ONU apoia a expansão do apoio holístico da PCVC para mulheres sobreviventes a queimaduras, incluindo serviços físicos e psicossociais para sobreviventes em 10 distritos.

O PCVC reconhece a continuidade necessária de tais serviços essenciais para as sobreviventes, além de priorizar a segurança de sua equipe por meio da introdução de medidas como sessões de acompanhamento por telefone e videochamadas.

“Há uma preocupação de que muitas sobreviventes de queimaduras possam passar despercebidas e não obter os serviços físicos ou psicossociais de que precisam. Dadas as lacunas no ecossistema de serviços, um surto como este apenas reforçou a necessidade de um trabalho e de capacitação mais coordenados de todas as partes interessadas”, disse Singh.

Na República Democrática do Congo, Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas (FFC), uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, explicou que essa pandemia aumentará a precariedade das situações de mulheres e meninas e aumentará sua vulnerabilidade, enfatizando as desigualdades de gênero.

O projeto da FFC visa prevenir e reduzir a violência sexual contra alunas por meio de educação, treinamento e advocacia coletiva. Devido à pandemia, as escolas estão fechadas e, portanto, as atividades são afetadas.

“Isso irá expô-las à violência doméstica, violência sexual e todos os tipos de violência. Continuaremos ampliando as mensagens das especialistas para que cada pessoa possa entender melhor a seriedade da situação em questão”, afirmou Lusenge.

“Estamos tentando nos adaptar a essa situação, mas há incógnitas iminentes. Não sabemos como a situação se desenvolverá na RDC. Vamos continuar insistindo que não cabe à mulher lutar sozinha. É o homem e a mulher juntos, é toda a família que precisa combater essa pandemia.”