COVID-19 deixa 9 milhões de crianças sem refeições escolares, diz Programa Mundial de Alimentos

O Programa Mundial de Alimentos (WFP) diz que cerca de 9 milhões de crianças estão sem acesso a merenda escolar após o fechamento das escolas para conter o novo coronavírus.

Com a interrupção das aulas, estes alunos deixaram de ter alimentos em seus estabelecimentos de ensino.

O WFP prevê que esse número vai aumentar nos próximos dias e semanas, podendo chegar a 860 milhões de crianças e jovens dispensados de escolas e universidades devido à pandemia. O número equivale à metade da população estudantil do mundo.

A merenda escolar é uma das ações do WFP em mais de 60 países. Foto: Simon Pierre Diouf/WFP

A merenda escolar é uma das ações do WFP em mais de 60 países. Foto: Simon Pierre Diouf/WFP

O Programa Mundial de Alimentos (WFP, em inglês) diz que cerca de 9 milhões de crianças estão sem acesso à merenda escolar após o fechamento das escolas para conter o novo coronavírus. Com a interrupção das aulas, estes alunos deixaram de ter alimentos em seus estabelecimentos de ensino. O Programa  prevê que esse número vai aumentar nos próximos dias e semanas, podendo chegar a 860 milhões de crianças e jovens dispensados de escolas e universidades devido à pandemia. O número equivale à metade da população estudantil do mundo.

O WFP implementa o programa de merenda escolar em 30 países que já pararam as aulas de forma parcial ou total, e mais de 100 nações interromperam as aulas. A agência alerta que estas medidas têm implicações não somente no aprendizado das crianças, mas também em vários aspetos importantes de suas vidas.

Ao todo, mais de 300 milhões de crianças em idade escolar precisam do apoio do WFP no mundo.

Com governos e parceiros, a agência da ONU atua em vários campos para que as crianças em idade escolar e suas famílias continuem recebendo apoio alimentar e nutricional em tempos de crise do novo coronavírus.

Como parte da resposta humanitária global à pandemia de COVID-19, WFP tem apoiado a alimentação de 87 milhões de pessoas em todo o mundo.

Em países onde as escolas ainda estão abertas, a prioridade é garantir os padrões de higiene, comportamento e segurança alimentar. Entre essas medidas está o distanciamento social para mitigar o risco de aumento de infeções.

A agência disse que também está trabalhando com parceiros para melhorar o acesso à água e ao saneamento.

No caso de países com escolas fechadas, o Programa avalia quais seriam as possíveis alternativas, que incluem fornecer alimentos para consumir em casa, entregar comida ao domicílio e fornecer dinheiro ou cupons.

No caso de governos que introduzem programas de rede de segurança de emergência em resposta à COVID-19, o Programa defende que as crianças em idade escolar primária sejam incluídas na população mais frágil.

Cerca de 61 países adotam programas de alimentação escolar em todo o mundo e servem como uma rede de segurança social para famílias pobres e vulneráveis.