COVID-19: agências da ONU divulgam informações para mulheres grávidas; pedem recursos para crianças

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou nesta quarta-feira (18) informações para mulheres em idade reprodutiva e grávidas sobre riscos e precauções durante a epidemia provocada pelo novo coronavírus, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reforçou o apelo para doadores num momento em que milhares de crianças em todo o mundo precisam de atendimento.

De acordo com o UNFPA, as mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções recomendadas para todos os adultos para evitar infecções, como evitar contato próximo com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; lavar as mãos com frequência com sabão e água ou utilizar álcool em gel, cobrindo a boca e o nariz com um lenço ou o cotovelo quando tossir ou espirrar; e cozinhar completamente carnes e ovos.

Adolescente brasileira grávida. Foto: Marcello Casal Jr/Abr.

Adolescente brasileira grávida. Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou nesta quarta-feira (18) informações para mulheres em idade reprodutiva e grávidas sobre riscos e precauções durante a epidemia provocada pelo novo coronavírus e o UNICEF reforçou o apelo para doadores num momento em que milhares de crianças em todo o mundo precisam de atendimento.

De acordo com a agência da ONU para saúde sexual e reprodutiva, o tema é um assunto de saúde pública significativo durante epidemias, e a gravidez e parto seguros dependem de sistemas de saúde funcionais e de completa adesão a precauções de infecções.

O Fundo de População informou que até agora não há evidência científica sobre uma maior suscetibilidade de mulheres grávidas ao COVID-19. “No entanto, a gravidez traz mudanças físicas que podem fazer com que mulheres grávidas estejam mais suscetíveis a infecções respiratórias virais”, informou a agência em comunicado, lembrando que grávidas com doenças respiratórias devem ser tratadas como prioridade máxima devido ao risco aumentado de consequências adversas.

De acordo com o Fundo de População da ONU, as mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções para evitar infecções recomendadas para todos os adultos, como evitar contato próximo com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; lavar as mãos com frequência com sabão e água, ou utilizar álcool em gel, cobrindo a boca e o nariz com um lenço ou o cotovelo quando tossir ou espirrar; e cozinhar completamente carnes e ovos. Todas as recomendações estão disponíveis no site da OMS.

Até o momento, segundo o UNFPA, não há a uma vacina para prevenir ou tratamento para curar o vírus, mas é possível aliviar os sintomas. Tratamento para mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de COVID-19 devem ser providenciados com as terapias de suporte e manejo clínico recomendadas pela OMS para pacientes adultos, em contato próximo com o obstetra e ginecologista.

Mulheres amamentando não devem ser separadas de seus recém-nascidos porque não há evidências que mostrem que vírus respiratórios podem ser transmitidos por meio do leite materno, de acordo com a UNICEF. A mãe pode continuar amamentando, desde que sejam adotadas as precauções necessárias:

● Mães com sintomas que estejam bem o suficiente para amamentar devem utilizar máscara quando perto da criança (inclusive durante a amamentação), lavar as mãos antes e depois de ter contato com o bebê (inclusive durante a amamentação) e limpar/desinfetar superfícies contaminadas.

● Se a mãe estiver muito doente para amamentar, ela deve ser encorajada a tirar o leite de forma que possa ser dado pela criança por meio de um copo limpo e/ou uma colher — enquanto usando a máscara, levando as mãos antes e depois de ter contato com o bebê, e limpando/desinfetando superfícies contaminadas.

O fornecimento de suporte em saúde mental e psicossocial para indivíduos afetados, familiares, comunidades e trabalhadores de saúde é uma parte crítica da resposta. O Fundo de População da ONU informou que permanece unido às comunidades afetadas, particularmente as mulheres e crianças mais vulneráveis, cuja proteção e saúde devem estar no centro dos esforços de resposta. Além disso, está trabalhando com equipes ao redor do mundo para rever a preparação interna, assim como nosso engajamento com parceiros, governos e comunidades que servimos para prevenir e responder à epidemia.

“Enquanto o medo e a incerteza são respostas naturais ao coronavírus, nós precisamos ser guiados por fatos e informações sólidas”, afirmou Dra. Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA. “Nós precisamos nos manter unidos em solidariedade, lutando contra o estigma e a discriminação, e garantindo que as pessoas tenham a informação e os serviços que precisam, especialmente mulheres grávidas e lactantes.”

Crianças em risco – A diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore, lembrou em comunicado que centenas de milhões de crianças não estão na escola em todo o mundo, com fronteiras fechadas e vidas prejudicadas e assegurou que o trabalho de proporcionar saúde, educação, nutrição e proteção a crianças nunca foi tão crítico.

“Com milhões de crianças desenraizadas, afetadas por guerras, morrendo de causas evitáveis, fora da escola ou perdendo vacinas essenciais, a necessidade de apoio nunca foi tão grande”, afirmou a dirigente.

O comunicado reafirma que o UNICEF está trabalhando para ajudar a impedir a propagação do vírus entre as comunidades dos países afetados.

“Estamos compartilhando informações precisas sobre como manter as famílias seguras, fornecendo kits médicos e de higiene para escolas e clínicas de saúde e mitigando o impacto do surto no acesso das crianças a saúde, educação e serviços sociais”, declarou Henrietta Fore. Ela lembrou que “agora, mais do que nunca, contamos com nossos doadores para continuar apoiando nossa missão para aqueles que não têm nada, nem ninguém – apesar destes tempos difíceis”.

A diretora comparou o momento atual a “águas desconhecidas para todos”. “No UNICEF, estamos lutando contra um novo vírus, desmistificando mitos e combatendo desinformação, enquanto cuidamos do bem-estar de nossa equipe e de nossas próprias famílias”, concluiu.

Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. Foto: Flickr (CC)/Asia Society

Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. Foto: Flickr (CC)/Asia Society