Costa do Marfim: 228 pessoas foram assassinados entre 2009 e 2013 por caçadores locais

Outras 164 sofreram ferimentos de balas e facões e 162 foram presas arbitrariamente por grupos de caçadores, que também estão envolvidos em casos de saques, extorsão e incêndios.

Homens em uma moto acenam para os 'dozos' em uma estrada entre Man e Duékoué, na região ocidental da Costa do Marfim. Foto: IRIN/Nancy Palus

Homens em uma moto acenam para os ‘dozos’ em uma estrada entre Man e Duékoué, na região ocidental da Costa do Marfim. Foto: IRIN/Nancy Palus

Caçadores tradicionais da Costa do Marfim, conhecidos como “dozos”, cometeram graves violações dos direitos humanos no país entre março de 2009 e maio de 2013, afirmou um relatório da ONU publicado nesta sexta-feira (6).

O grupo é acusado de matar 228 pessoas, usar balas e facões para ferir outras 164 e prender arbitrariamente mais 162. Além disso, o documento afirma que os caçadores estão envolvidos em 274 casos de saques, incêndios e extorsão em 11 regiões do país.

O relatório, divulgado pela Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (UNOCI) em cooperação com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), pediu que o governo do país investigue e puna os culpados.