Correio da UNESCO ganha nova versão em português

Idioma passa a ser única língua não-oficial da ONU a contar com versão própria da revista, lançada em 1948.

Idioma passa a ser única língua não-oficial da ONU a contar com versão própria da revista, lançada em 1948

Brasília – Internautas dos oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) passam a contar, a partir de agora, com a versão em português da revista eletrônica Correio da UNESCO, periódico publicado pela Organização desde 1948, quando foi lançado em formato impresso. A inclusão do português faz do idioma a única língua não-oficial das Nações Unidas a contar com uma edição da revista, publicada mensalmente na página da UNESCO, na internet.

Com a nova versão, o universo de potenciais leitores da revista, já divulgada em inglês, francês, espanhol, chinês, russo e árabe, ganhará um considerável reforço: segundo estimativas da CPLP, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Timor Leste e São Tomé e Príncipe somam cerca de 230 milhões de pessoas, o que faz do português a quinta língua mais falada no mundo.

A maior penetração da revista significa um importante apoio à disseminação das idéias defendidas pela UNESCO. Publicada com linha editorial universalista e focada em temas associados às áreas de mandato da Organização, como educação, meio ambiente, cultura, direitos humanos e patrimônio mundial, a versão em português do Correio da UNESCO amplia a presença do periódico na América Latina, África e sudeste da Ásia, regiões ainda afetadas por problemas como os de natureza social e ambiental.

Janela para o mundo

O Correio tem sua origem no contexto do Pós-Guerra, quando, em agosto de 1947, foi lançado O Monitor da UNESCO. Em fevereiro de 1948, o periódico foi rebatizado com o nome atual. Mais tarde, quando o Pós-Guerra cedeu lugar à Guerra Fria, a revista se transformou em uma rara “janela aberta” para um mundo dividido no qual a Europa pouco conhecia sobre as pessoas e a cultura da Ásia, da África e da América Latina e onde os mundos capitalistas e socialistas davam as costas uns aos outros. O Correio abriu a primeira brecha entre as divisões e foi bem recebido na Europa do Leste, onde, muitas vezes, foi a única publicação não-ideológica a circular livremente.

Desde então, a revista passou por diversas mudanças. Em 1954, ganhou ilustrações; em 1988, versões em Braille. A publicação, que em seu formato impresso chegou a ser editada em 35 línguas, inclusive o português, tornou-se eletrônica a partir de 2006. Hoje, mantém a linha que a tornou o título mais lido dentre os periódicos das Nações Unidas com a apresentação, a cada edição, de um tema central desdobrado em diferentes abordagens de especialistas e pensadores de todo o mundo.

O fim da versão impressa não alterou o espírito editorial da revista eletrônica. Ele permanece o mesmo descrito em 1988 pelo então editor da publicação, o martinicano Édouard Glissan. “A revista tem cuidado em defender, em todos os domínios da cultura, educação e ciências, o ideal da justiça que honra a humanidade. Também é uma das raras publicações que revela e promove, de um horizonte a outro, a riqueza das civilizações individuais e a aspiração universal pelo compartilhamento do conhecimento.”

Os valores mencionados por Glissan permanecem até hoje. Em 2008, um número comemorativo celebrou os 100 anos de Claude Lévi-Strauss em meio a edições sobre liberdade de imprensa, alfabetização e Direitos Humanos, entre outros temas. Em 2009, a primeira edição do ano celebra a entrada em vigor, em 2 de janeiro, da Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático com interessantes abordagens sobre naufrágios e outros bens culturais submersos. Na recém-publicada edição nº 2/2009 (março), o teatrólogo brasileiro Augusto Boal celebra o Dia Mundial do Teatro (27 de março).

Educação

A universalidade do Correio não se limita a sua abrangência temática e geográfica. Em harmonia com a preocupação central da UNESCO, isto é, a educação, a revista eletrônica gerou uma versão impressa destinada a crianças e jovens. Lançado promocionalmente em 2007 pela Representação da Organização no Brasil e pela Editora Moderna, o Correio da UNESCO na Escola adaptou temas publicados nas edições online à didática das salas de aula. Nele, a realidade do mundo ganhou uma linguagem acessível e reveladora.

Pedagogicamente adequada a jovens estudantes, a publicação ganhará novo impulso em 2009 com a edição em português do Correio, na internet: edições impressas, resultantes de parceria entre UNESCO no Brasil e Editora Moderna, voltarão a ser editadas ainda este ano. Por meio delas, professores das redes pública e privada de ensino voltarão a contar com uma importante fonte de informação sobre assuntos diversos e temas que integram as áreas de atuação da Organização, como meio ambiente e cultura de paz.

Para acessar e assinar gratuitamente a mais nova edição do Correio da UNESCO, publicada esta semana, clique aqui.

Assessoria de Comunicação – UNESCO no Brasil
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