Corpo de fotógrafa francesa é encontrado na República Centro-Africana; ONU lamenta assassinato

Profissionais de mídia trabalhando em áreas de conflito armado devem ser considerados civis, e protegidos e respeitados como tais, de acordo com a legislação internacional.

Tropas da ONU encontraram o corpo da jornalista. Foto: ONU/Clara Padovan

As Nações Unidas condenaram, nesta quarta-feira (14), o assassinato da fotojornalista francesa Camille Lepage, cujo corpo foi encontrado um dia antes (13) em Bouar, região ocidental da República Centro-Africana (RCA). A profissional encontrava-se a trabalho no país desde setembro de 2013.

Lepage, de apenas 26 anos, era fotógrafa freelance e seus trabalhos haviam sido publicados em diversos jornais, como The Wall Street Journal, The Washington Post, The Sunday Times, The Guardian, Time, Le Monde, Le Parisien e Libération. Seu corpo foi encontrado por tropas de paz durante uma busca pela região de Bouar.

“Condeno o assassinato de Camille Lepage, cujo único desejo era mostrar o destino das populações marginalizadas”, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pedindo esclarecimentos às autoridades sobre as circunstâncias da morte e o julgamento dos responsáveis.

Em comunicado à imprensa, o Conselho de Segurança da ONU também demonstrou repúdio ao crime e pediu justiça. Segundo a legislação humanitária internacional, lembrou o Conselho, profissionais de mídia e outros associados trabalhando em áreas de conflito armado são, em geral, considerados como civis, e devem ser protegidos e respeitados como tais.