Coronavírus: ONU mantém atividades essenciais; promove trabalho remoto de funcionários

À luz da contínua disseminação do novo coronavírus, a ONU intensificou medidas para proteger seus funcionários e todos aqueles que usam seus escritórios em todo o mundo, garantindo ao mesmo tempo que o trabalho essencial da Organização continue, fornecendo suporte para salvar vidas.

Funcionária limpa as mãos na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Funcionária limpa as mãos na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

À luz da contínua disseminação do novo coronavírus, a ONU intensificou medidas para proteger seus funcionários e todos aqueles que usam seus escritórios em todo o mundo, garantindo ao mesmo tempo que o trabalho essencial da Organização continue, fornecendo suporte para salvar vidas.

Em um e-mail para todos os funcionários da ONU no início do fim de semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que a Organização “permanece aberta aos negócios”, mas “nosso trabalho será realizado em diferentes locais, usando diferentes tecnologias”.

O chefe da ONU destacou a necessidade de “reduzir nossa presença física” na sede da ONU, implementando o teletrabalho em tempo integral, a menos que seja necessário um funcionário dentro de um escritório da ONU para realizar o trabalho essencial. Ele disse que o nível reduzido de pessoal será reavaliado após três semanas.

Ele acrescentou que o pessoal da sede em Nova Iorque continuará a prestar apoio crítico aos outros escritórios principais em Genebra, Nairóbi e Viena, além de missões no campo, e ao conjunto de processos intergovernamentais que devem continuar, como o trabalho de Conselho de Segurança.

“Nos próximos dias e semanas, dependeremos mais do que nunca do senso de responsabilidade e profissionalismo de todos”, disse o chefe da ONU na noite de sexta-feira (14). “Tenho a maior confiança no comprometimento da equipe em manter um ao outro em segurança, continuando a entregar para as pessoas que servimos.”

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, informou os jornalistas em Nova Iorque que havia duas preocupações principais: manter todos os funcionários que trabalham no complexo da ONU em segurança e ajudar a cidade a aplainar a curva de novos casos de COVID-19.

“A segunda prioridade em paralelo é garantir que o trabalho da ONU continue. Temos 100 mil defensores da paz em campo, dezenas de milhares de trabalhadores humanitários que precisam ser apoiados”, disse. “Todos os oficiais seniores estão totalmente focados em garantir que o trabalho e o suporte continuem.”

Ele disse que os humanitários em campo têm um dever especial de cuidar para implementar medidas mitigadoras para limitar a disseminação do coronavírus em algumas das populações mais vulneráveis ​​da Terra.

“O mesmo acontece com nossas operações de manutenção da paz. E é por isso que nós estamos mudando as rotações das tropas, tentando limitar as rotações, atrasando algumas delas. Queremos garantir que aqueles que são mais vulneráveis ​​estejam protegidos pelo maior tempo possível.”

Trabalho continua em Genebra, Viena e Nairóbi

O Palais des Nations, que abriga o escritório da ONU em Genebra, com mais de 1.600 funcionários, é o maior posto de serviço fora de Nova Iorque e, no sábado, a diretora-geral Tatiana Valovaya, reiterou o pedido do chefe da ONU para um teletrabalho eficaz, observando que “anexos permanecerão abertos para negócios, mas o trabalho será feito de maneira diferente.”

A diretora do Serviço de Informações da ONU em Genebra, Alessandra Velluci, disse que os funcionários ouviram claramente a mensagem do secretário-geral de que a ONU estará lá para “fazer a nossa parte” em tempos difíceis, à medida que a COVID-19 continua se espalhando.

“À luz de alguns casos do COVID-19 em organizações internacionais em Genebra, a partir de 16 de março, todo o pessoal da ONU baseado no Palais des Nations trabalhará remotamente, a menos que sua presença no edifício seja necessária”, disse ela.

Em Viena, que abriga a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), entre outros, o trabalho remoto também ocorre a partir desta segunda-feira (16).

“Essas medidas são tomadas sob orientação médica clara e com o bem-estar dos funcionários e de suas famílias como prioridade central”, disse uma declaração conjunta dos chefes das principais organizações com sede em Viena. “Como parte da comunidade em nosso país anfitrião, a Áustria, todos nós podemos ajudar a tentar conter a propagação da COVID-19 e reduzir o risco de transmissão.”

Na sede da ONU na África, a UNON, na capital queniana Nairóbi, o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric disse na sexta-feira que os administradores também estavam implementando o trabalho remoto “em toda a extensão compatível com a continuidade dos negócios, a fim de reduzir substancialmente a exposição do pessoal ao trânsito e transporte público”.