Coreia do Norte: relator da ONU elogia libertação de três norte-americanos

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Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas saudou nesta quinta-feira (10) a libertação de três cidadãos norte-americanos pelo governo da Coreia do Norte, classificando a medida como “mais um importante passo construtivo para as perspectivas de paz” das duas Coreias.

Tomás Ojea Quintana pediu, no entanto, que os problemas relacionados aos direitos humanos continuem sendo abordados, como a situação do sistema penitenciário e a dos demais detidos arbitrariamente.

Bandeiras da Coreia do Norte. Foto: (stephan)/Flickr/CC

Bandeiras da Coreia do Norte. Foto: (stephan)/Flickr/CC

Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas saudou nesta quinta-feira (10) a libertação de três cidadãos norte-americanos pelo governo da Coreia do Norte, classificando a medida como “mais um importante passo construtivo para as perspectivas de paz” das duas Coreias.

“Tenho defendido firmemente a libertação desses prisioneiros estrangeiros, que foram detidos arbitrariamente e impedidos de desfrutar de suas liberdades básicas”, disse Tomás Ojea Quintana, relator especial da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte.

“Saúdo esta importante decisão do governo da Coreia do Norte, que espero que seja uma oportunidade para abordar ainda mais os direitos humanos e as preocupações humanitárias.”

Kim Hak Song, Kim Sang-duk (‘Tony Kim’) e Kim Dong-chul estavam entre os vários cidadãos estrangeiros detidos na Coreia do Norte nos últimos anos.

Ojea Quintana fez um apelo à Coreia do Norte para que liberte seis cidadãos sul-coreanos, incluindo três pastores, que ainda estão detidos no país asiático.

“Continuo preocupado com relatos de que os detidos estrangeiros não tiveram acesso ao devido processo legal e podem estar em condições desumanas sem acesso consular”, disse ele. “Além disso, à medida que as negociações de paz avançam, uma avaliação abrangente do sistema penitenciário geral na Coreia do Norte se tornará inevitável”, acrescentou.

O relator especial visitará a Coreia do Sul na primeira semana de julho e apresentará seu próximo relatório à Assembleia Geral em outubro de 2018.


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