Coreia do Norte precisa de ajuda externa para alimentar 16 milhões de pessoas, afirma ONU

Pesquisa mostra que 32% das crianças com menos de cinco anos são desnutridas. Anemia está entre as principais causas de morte materna e infantil.

Crianças em uma casa no nordeste na Coreia do Norte. Foto: UNICEF/Gopalan Balagopal

Crianças em uma casa no nordeste na Coreia do Norte. Foto: UNICEF/Gopalan Balagopal

O bem-estar de 16 milhões de pessoas na Coreia do Norte ainda depende de assistência externa, afirma a Coordenadora Residente das Nações Unidas no país, Desiree Jongsma. Sem ajuda, elas correm risco de passar fome e ter sérios problemas de saúde.

Os índices de desnutrição são de grande preocupação já que, de acordo com a pesquisa nacional de nutrição em 2012, quase 28% das crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição crônica, conhecida como crescimento reduzido, e 4% estão gravemente desnutridas. Anemia e subnutrição também estão presentes em mulheres e crianças e são uma das principais causas de mortalidade materna e infantil.

Jongsma observou que os serviços de saúde e suprimentos não são capazes de atender às necessidades básicas da população, e a infraestrutura, como sistemas de água e aquecimento, precisam de reparação. Estabelecimentos de ensino também estão se deteriorando rapidamente.

“As principais prioridades humanitárias incluem assistência alimentar e nutricional, apoio à agricultura, água, saneamento e higiene, além de intervenções para a saúde. Mas há também uma necessidade de longo prazo de investimento econômico e de apoio ao desenvolvimento, especialmente na agricultura, energia rural e na redução do risco de desastres”, disse Jongsma.

As Agências da ONU continuam ajudando os mais vulneráveis, mas Jongsma afirmou que a séria falta de financiamento compromete o atendimento de todas as necessidades humanitárias. Para o ano de 2013 são necessários 147 milhões de dólares para desenvolver as ações humanitárias, mas só 27,8% do valor foi recebido.