Coreia do Norte: especialista da ONU pede maior apoio às vítimas do tufão Lionrock

Segundo dados oficiais, 138 pessoas morreram e 400 pessoas continuam desaparecidas. A ONU estima que 140 mil civis – incluindo mulheres grávidas, pessoas com deficiência, idosos e crianças – necessitam de assistência.

O novo relator especial sobre a situação humanitária da Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, pediu na última semana (21) à comunidade internacional um maior apoio às vítimas do tufão Lionrock, que devastou a parte norte e oriental do país.

Segundo dados oficiais, 138 pessoas morreram e 400 pessoas continuam desaparecidas. A ONU estima que 140 mil civis – incluindo mulheres grávidas, pessoas com deficiência, idosos e crianças – necessitam de assistência.

Elogiando as medidas nacionais empreendidas para a reconstrução das áreas afetadas, Tomás pediu aos governos que aumentem o apoio aos esforços humanitários em curso no país.

“Dada a escala da destruição, o número de pessoas afetadas, e o fato de que o inverno está se aproximando rapidamente, o tempo é crucial”, frisou.

“Esse apoio é fundamental para proteger os direitos das pessoas afetadas pelo tufão Lionrock à alimentação, à saúde e à habitação adequada”, disse o relator especial, observando que as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas excluem a assistência humanitária.

“Peço ao governo da Coreia do Norte que assegure o pleno acesso de trabalhadores humanitários aos necessitados, incluindo as pessoas em detenções e prisões”, ressaltou o especialista em direitos humanos.

Ojea Quintana também expressou suas profundas condolências aos mortos.