Coreia do Norte condena comentários ‘imprudentes e violentos’ de Trump

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, condenou, no último sábado (23), as “palavras imprudentes e violentas” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o próprio líder norte-americano está em uma “missão suicida”.

Na última semana (19), Trump afirmou que os EUA são obrigados a se defender e a defender seus aliados. Ele chegou a dizer que “não teria escolha a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte”.

Ri Yong Ho, chanceler da Coreia do Norte, em discurso no debate geral da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Ri Yong Ho, chanceler da Coreia do Norte, em discurso no debate geral da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, condenou, no último sábado (23), as “palavras imprudentes e violentas” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o próprio líder norte-americano está em uma “missão suicida”.

Na última semana (19), Trump afirmou que os EUA “são obrigados a defender a si mesmos e seus aliados”. Ele chegou a dizer que “não teria escolha a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte”. O republicano se referiu ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, como “homem foguete”, que estaria em uma “missão suicida”. Ele lembrou ainda as recentes resoluções aprovadas por unanimidade pelo Conselho de Segurança, pedindo que o país siga o caminho da desnuclearização.

“Se uma vida inocente for perdida nos EUA por causa desse ataque suicida, Trump será totalmente responsável”, disse o ministro norte-coreano. “Devido à sua falta de conhecimento básico e sensibilidade apropriada, ele tentou insultar a suprema dignidade do meu país, referindo-se ao líder como um foguete. Ao fazê-lo, no entanto, ele cometeu o erro irreversível de tornar ainda mais inevitável a visita de nossos foguetes a todo o território norte-americano”, disse ele.

Ri chamou as sanções impostas pela ONU aos testes nucleares como “atos de injustiça sem precedentes”. Ele declarou que o verdadeiro motivo pelo qual a Coreia do Norte deve possuir armas nucleares é a hostilidade e as ameaças nucleares dos Estados Unidos por mais de 70 anos. “A posse de dissuasão nuclear pela Coreia do Norte é uma medida defensiva justa, tomada como uma última opção”, acrescentou.

Ele enfatizou que o fracasso da ONU em cumprir seu papel na realização de uma verdadeira justiça internacional está principalmente relacionado às práticas “antidemocráticas” dos 15 membros do Conselho de Segurança, cujas decisões sozinhas têm força de lei. Para o norte-coreano, os cinco membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — são potências nucleares com um interesse comum em manter seu status nuclear monopolista.


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