Cooperação Sul-Sul reduz desigualdade social no Brasil

Segundo o Representante-Residente do PNUD, as políticas sociais do Brasil atraem interesse internacional porque o país é capaz de desenvolver-se distribuindo renda.

A cooperação entre países em desenvolvimento tem reduzido a desigualdade social e ajudado o Brasil a alcançar as metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A avaliação foi feita durante a oficina “Política Social e Cooperação Internacional: Desafio para os Ministérios de Desenvolvimento Social e para a Rede Interamericana de Proteção Social”, realizada de segunda a quarta-feira (04 a 06/07), em Brasília.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, nos últimos dez anos, 50% dos brasileiros mais pobres tiveram aumento de 67,9% em seus rendimentos. O índice Gini do país – indicador usado para medir a desigualdade de distribuição de renda – caiu de 0,61 para 0,53 no mesmo período, enquanto outros países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) registraram aumento.

Para o Representante-Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek, as políticas sociais desenvolvidas pelo país têm atraído grande interesse internacional. “O Brasil está mostrando ao mundo que países em desenvolvimento são, sim, capazes de crescer e distribuir renda ao mesmo tempo.”

Representantes de 15 países da América Latina participam do evento promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), com apoio do PNUD. Entre os temas em debate estão o intercâmbio de experiências e o compartilhamento de informações para o aperfeiçoamento do sistema de cooperação, o desenvolvimento de metodologias de monitoramento e o estabelecimento de condições políticas e institucionais adequadas para o desenvolvimento da cooperação.